Publicado 31/08/2026 16:12 | Atualizado 31/08/2026 16:14
Volta Redonda - A 3ª Companhia do Batalhão de Ações com Cães Ubirajara de Oliveira Vaz (BAC), recentemente inaugurada no bairro Roma, em Volta Redonda, já está em operação na região. A unidade especializada – subordinada ao Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – chegou para somar com as demais forças de segurança, garantir a ordem e inibir o avanço de atividades criminosas no Sul do estado.
PublicidadeO BAC tem sob sua responsabilidade atender aos 20 municípios que integram a área do 5º Comando de Policiamento de Área (CPA), incluindo as regiões de Volta Redonda, Resende, Barra do Piraí, Angra dos Reis e Paraty. Nas suas primeiras operações oficiais, os cães Puma, Milly e Kitana, que integram o canil da nova força de segurança da região, já mostraram serviço e efetividade.
As operações aconteceram na comunidade da Caixa D’Água, em Barra do Piraí – área sob a jurisdição do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) –, e no bairro Vila Delgado, em Barra Mansa, área que é comandada pelo 28º BPM. Somando as duas ações, os cães do BAC ajudaram na prisão de um homem por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, além da apreensão de duas pistolas calibre .380, munições, farta quantidade de drogas, como maconha, cocaína, crack, haxixe e loló, uma câmera com carregador, cintos táticos, coldres, balança de precisão e quatro celulares.
O prefeito Antonio Francisco Neto, que foi um dos responsáveis pela instalação do BAC na região, comemorou o sucesso destas duas primeiras operações que tiveram a participação de policiais e animais da unidade em benefício da segurança na região.
“Fico muito satisfeito em saber do sucesso que já tiveram as participações dos cães e dos policiais do BAC nestas primeiras operações realizadas nas cidades vizinhas a Volta Redonda. Quando solicitamos ao Governo do Estado a instalação da unidade no Roma, foi com este objetivo: apertar o cerco sobre as organizações criminosas e tornar o nosso município e todos os outros da região locais cada vez mais seguros para as pessoas de bem viverem com tranquilidade. Parabéns a todos os envolvidos, e o trabalho continua”, afirmou Neto.
Estrutura moderna e cães treinados para patrulhamento e operações
O Batalhão de Ações com Cães possui uma estrutura moderna e, atualmente, conta com um efetivo composto por 69 policiais militares e 11 cães das raças Pastor Belga Malinois, Golden Retriever e Labrador (estes últimos são mais atuantes em trabalhos de cinoterapia, mas também são aptos ao serviço operacional).
De acordo com o comandante do BAC, Capitão Martires, a unidade policial tem capacidade para ter até 20 cães aquartelados. Estes animais são altamente selecionados, passam por inspeções diárias de saúde realizadas por médicos veterinários e contam com dieta regrada e treinamento contínuo. Todos os treinamentos têm a finalidade de condicionar os cães para atuarem em missões de patrulhamento e operações específicas para localização de armamentos, entorpecentes e até explosivos.
“São animais altamente disciplinados, com faro apurado e que passam por preparação contínua para estarem aptos a entrar em ação quando forem acionados”, afirmou o comandante, que também contou como é feito o processo de seleção para que estes cães sejam escolhidos, para integrar a força de segurança pelo período médio de sete anos de serviço operacional.
“A seleção destes animais é feita desde a amamentação, quando alguns se destacam mais do que os outros e, assim, passamos a observá-los com mais atenção. Ali começamos a traçar o perfil dos quais precisamos para trabalhar. Os cães que são mais ativos, que gostam de morder e de disputar algo que entregamos a eles, comumente despertam a nossa atenção. Isso não vai determinar que necessariamente eles serão selecionados, pois este processo ocorre em várias etapas. Geralmente, toda a preparação leva de um ano a um ano e meio para eles estarem aptos e prontos para o serviço policial”, disse Martires, que também destacou a questão comportamental dos animais.
“Além da preparação dos treinos técnicos, ainda tem a parte da maturidade, porque muitas vezes o cão sabe reconhecer o odor, mas não é maduro o suficiente, até porque os nossos cães trabalham soltos e eles têm que ter a capacidade de não se distrair durante o serviço”, destacou o capitão.
O comandante detalhou, ainda, as diferenças nos processos de adestramento comportamental entre os cães convencionais e os que integram o corpo operacional desta força policial.
“O cão que chamamos de Pet costuma ter um pouco mais de liberdade e comportamentos que, dentro de um trabalho operacional, não costumamos aceitar. Trabalhamos com vidas, com pessoas, então os nossos cães devem estar muito mais focados para o serviço e eles chegam a ser mais ‘militarizados’. Proporcionamos entretenimento, mas eles já saem dos seus boxes preparados para trabalhar, o que é bem diferente dos outros cães convencionais”, explicou.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.