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Menos passageiros do que esperado no Transolímpica

À espera da rede completa de BRTs, o corredor inaugurado para os Jogos de 2016 transporta, um ano depois, 30 mil pessoas por dia, menos da metade do prometido

Rio - Construído com a promessa de transportar até 70 mil pessoas por dia, o corredor Transolímpica completa um ano de operação em julho com menos da metade dos passageiros esperados. Segundo o consórcio BRT Rio, que opera o sistema, o corredor transporta, em média, 30 mil passageiros por dia. As razões para o movimento baixo são a crise econômica, que reduz as viagens em toda a cidade, e a não conclusão do projeto inicial da rede de BRTs.

O corredor Transolímpica liga a Vila Militar ao Recreio dos Bandeirantes, onde se conecta com o Transoeste Divulgação

“A expectativa é de que quando houver a ligação desse corredor com o Terminal Deodoro, a demanda do Transolímpica aumente em pelo menos 10 mil passageiros por dia. Atualmente, a última estação é Vila Militar, que só recebe ônibus alimentadores dos bairros daquela área até a Avenida Brasil. Com o terminal, haverá a demanda do outro lado da Brasil e do próprio corredor Transbrasil”, explica Suzy Ballossier, diretora de Relações Institucionais do BRT Rio.

Entretanto, se depender dessa ligação, o BRT ainda terá de esperar bastante. Apesar de as obras do trecho de Caju a Deodoro do Transbrasil terem recomeçado em abril, a licitação, realizada ainda na gestão de Eduardo Paes, não prevê a construção dos três terminais previstos nesta parte do projeto: Deodoro, Nações e Margaridas. De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, a previsão é de que a construção dos três terminais, avaliados em cerca de R$ 100 milhões cada, seja licitada até o fim do ano. Com isso, o trecho Caju-Deodoro do Transbrasil, previsto para inaugurar em julho de 2018, começará a funcionar como faixas seletivas para os ônibus comuns.

Também precisa ser licitada ainda a construção da ligação Vila Militar-Deodoro e o trecho Caju-Centro, do Transbrasil. Mas tudo depende da disponibilidade de recursos para novas licitações.

Com isso, estações do Transolímpica continuam vazias. “O Terminal Centro Olímpico, projetado para 2 mil pessoas por dia, recebe atualmente só 220”, completa Suzy. Além de a rede de BRTs não ter sido concluída, com o Transbrasil, a queda da economia tira passageiros do sistema, que recebe hoje 374 mil passageiros por dia, menos do que os 420 mil de um ano atrás.

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