Por tiago.frederico
Juca Ferreira ABr

Brasília - Enquanto a presidente Dilma Rousseff veio ao Rio, os ministros de Estado viajaram para as capitais para participar do campanha nacional de combate ao Aedes aegypti. Em Rio Branco, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, defendeu ontem a opção de aborto em caso de fetos com microcefalia.

“Não podemos obrigar uma mãe a ter um filho com microcefalia”, disse o ministro. “Acho que essa rigidez sobre o aborto tem que ser revista. Eu, pessoalmente, sou favorável a uma revisão para que a mulher possa optar por fazer ou não, mas isso é uma posição pessoal minha e não do governo federal. Não há nenhum posicionamento oficial sobre o assunto”, afirmou.

Em Campo Grande, o ministro do Esporte, George Hilton, disse que a epidemia do vírus da zika representa “risco zero para a Olimpíada”. “Toda vez que a população se engaja em ações como essa, isso nos dá tranquilidade de que, ao chegar em agosto, teremos um quadro extremamente favorável e propício para a Olimpíada”, disse Hilton. Ele ressaltou que, em agosto, é “baixa a circulação do mosquito” e que, portanto, o risco de contágio diminui. “O risco é zero e vamos ter Olimpíada monumental.”
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Segundo o Ministério da Defesa, o Rio de Janeiro será o principal estado a receber apoio das Forças Armadas nas ações de combate ao Aedes aegypti. A ação contará com cerca de 55 mil militares, dos quais 15 mil atuarão no estado do Rio.
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Ontem, a ação de combate ao mosquito envolveu 220 mil militares, dos quais 71 mil atuaram no Rio. Segundo o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, isso se justifica pela presença mais intensiva de militares no estado. Ele observou ainda que a região com maior presença da zika tem sido o Nordeste, principalmente a Zona da Mata e o litoral, onde, segundo ele, combinam-se um regime de chuvas altamente favorável à proliferação do mosquito, um clima quente e a abundância de água.
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