Empresário é preso por chefiar quadrilha de roubo de cargas

Fauze Youssef Skaff, de 37 anos, foi localizado em um sítio em São José do Rio Preto, em São Paulo, após ficar foragido por mais de dois anos

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Fauze Youssef Skaff, de 37 anos, é apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado como líder de uma das maiores quadrilhas de roubo de cargas do Estado de Minas
Fauze Youssef Skaff, de 37 anos, é apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado como líder de uma das maiores quadrilhas de roubo de cargas do Estado de Minas -

São Paulo - O empresário Fauze Youssef Skaff, de 37 anos, foi preso na noite desta quarta-feira. Ele é acusado de chefiar uma quadrilha de roubo de cargas que agia principalmente no Triângulo Mineiro. Fauze foi localizado em um sítio em São José do Rio Preto, em São Paulo, após ficar foragido por mais de dois anos. Ele foi levado nesta quinta-feira para Uberlândia, em Minas Gerais.

Fauze Youssef Skaff é apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como líder de uma das maiores quadrilhas de roubo de cargas e receptação de produtos roubados do Estado. Outras 40 pessoas já tinham sido presas por prejuízos que somam cerca de R$ 30 milhões em mercadorias.

Entre outros, Youssef e os demais respondem por crimes como sequestro, falsidade ideológica, cárcere privado e roubo de cargas e maquinários pesados. Vários bens, como carros de luxo, já tinham sido apreendidos por suspeita de terem origem criminosa.

Youssef responde a vários processos e chegou a impetrar habeas corpus, mas seus pedidos foram rejeitados pela Justiça. Em uma das decisões, proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), consta que o empresário representa "ameaça à ordem pública" e tem "vínculo com a facção criminosa PCC".

Lamborghini

As investigações mostram que Youssef teria adquirido um veículo esportivo italiano Lamborghini por R$ 1,3 milhão como pagamento por transações envolvendo cargas roubadas e madeiras provenientes de extração ilícita, um dos motivos que explicaria a "necessidade da prisão preventiva". Ao ser localizado, o empresário tinha R$ 50 mil em dinheiro. Ele se negou a falar com a imprensa e seu advogado não foi encontrado para comentar a prisão.

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