Brasil desconvida Cuba e Venezuela de cerimônia de posse de Bolsonaro

Decisão de não convidar países para a cerimônia de posse de um presidente é inédita após a restituição da democracia no país. Chanceler venezuelano rebate futuro ministro, Ernesto Araújo, no Twitter

Por O Dia

Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo
Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo -

Rio - Após pedido da equipe de Jair Bolsonaro (PSL), o Itamaraty desconvidou Cuba e Venezuela da cerimônia de posse do presidente, no dia 1 de janeiro.

Neste sábado, o presidente eleito disse em seu Twitter que: "Naturalmente, regimes que violam as liberdades de seus povos e atuam abertamente contra o futuro governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições, não estarão na posse presidencial em 2019". E finalizou: "Defendemos e respeitamos verdadeiramente a democracia".

A decisão de não convidar países para a cerimônia de posse de um presidente é inédita após a restituição da democracia no Brasil. 

O futuro Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reforçou o discurso: "Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela".

Contudo, o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, publicou documentos em seu Twitter mostrando que o Brasil teria sim feito o convite ao país, no dia 29 de novembro - um dia após a eleição de Jair Bolsonaro. 

O chanceler também publicou um documento revelando que a própria Venezuela teria recusado o convite, no dia 12 de dezembro, alegando que "jamais assistiria a posse de um presidente que é a expressão da intolerância, do fascismo e da entrega a interesses contrários à integração latino-americana e caribenha".

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