Telegram contraria Moro e Lava Jato e diz que não há evidência de ataque hacker

Aplicativo afirmou que 'é mais provável que tenha sido um malware ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas'

Por O Dia

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro -
Rio - O aplicativo de mensagens Telegram disse, nesta terça-feira, que não há evidências de ataque hacker no caso de vazamento de conversas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e procuradores da Lava Jato em Curitiba, incluindo o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. 
A declaração foi feita no Twitter, como resposta à pergunta do jornalista brasileiro Romulus Maya. "Na verdade, não há evidência de qualquer invasão. É mais provável que tenha sido um malware (um tipo de vírus) ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas", respondeu a conta oficial do aplicativo. 
A explicação contradiz o ministro da Justiça, que disse, também em seu Twitter, se tratar de um "grupo criminoso" que teria hackeado sua conta, e da própria Lava Jato, que afirmou, em nota, "que seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público".
As conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato foram divulgadas pelo site Intercept Brasil no último domingo, e o site afirma ter recebido as conversas através de uma fonte anônima. 

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