
Em Minas, a Polícia Federal também prendeu Roberto Silva Soares. Robertinho, como é conhecido, foi preso em Ipatinga, no leste de Minas Gerais. Ele atuava como coordenador da campanha eleitoral de Álvaro Antonio a deputado federal.
A operação foi batizada de Sufrágio Ostentação. As candidaturas laranja teriam sido de mulheres. O objetivo, ainda segundo as investigações, seria o de acessar fundos eleitorais e utilizar os recursos para pagamento de despesas de outras candidaturas.
Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, as quatro mulheres tiveram desempenho insignificante, apontando para candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.
Dos R$ 279 mil repassados pelo PSL, ao menos R$ 85 mil foram para contas de quatro empresas ligadas ao ministro do Turismo. São de assessores, parentes ou sócios de assessores de Marcelo Álvaro Antônio (PSL).
Além das quatro candidatas sob suspeita de terem sido usadas como laranjas, uma quinta candidata do PSL de Minas, Cleuzenir Souza, recebeu R$ 60 mil de recursos públicos do partido e obteve 2.097 votos. Ela não declarou gastos com nenhuma empresa vinculada ao ministro e, durante a campanha, registrou um boletim de ocorrência em que acusa dois assessores de Álvaro Antônio de cobrar dela a devolução de metade do valor, segundo a reportagem do jornal.
Os assessores teriam exigido isso como pagamento de material de campanha do partido que, segundo ela, não teria custado nem R$ 5.000.
Marcelo Álvaro Antônio foi o coordenador de campanha do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, em Minas.
O ministro Marcelo Álvaro Antônio afirmou à reportagem da Folha que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido.”






