PM resgata mulheres que seriam julgadas por tribunal do PCC em Campinas

Vítimas haviam sido sequestradas na manhã de domingo e eram mantidas reféns em um quarto pequeno, em uma casa do bairro Cidade Singer, vigiadas por quatro homens ligados à facção

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Suspeitos e as vítimas foram levados para a 2ª Delegacia Seccional de Campinas
Suspeitos e as vítimas foram levados para a 2ª Delegacia Seccional de Campinas -
São Paulo - Policiais militares resgataram três mulheres que eram mantidas em cativeiro e seriam julgadas por um tribunal do crime da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na manhã desta segunda-feira, em Campinas, interior de São Paulo.

As vítimas haviam sido sequestradas na manhã de domingo e eram mantidas reféns em um quarto pequeno, em uma casa do bairro Cidade Singer, vigiadas por quatro homens ligados à facção. Presos, os quatro suspeitos alegaram que levariam as vítimas para o "julgamento" em Jundiaí, cidade da região.


Conforme a Polícia Civil, os policiais do 47º Batalhão da Polícia Militar foram avisados de que uma mulher estava muito ferida na Rua 4 do bairro e fizeram a abordagem. A vítima tinha várias fraturas e o corpo marcado pelo espancamento. Ela não conseguia falar, mas conseguiu rabiscar em uma folha de papel o endereço e algumas características dos agressores.

Ao chegar à casa indicada, os policiais detiveram um homem que deixava o local e ouviram gritos de socorro vindos do interior do imóvel. A PM entrou na casa e, após prender outros três homens que vigiavam o cativeiro, localizou as jovens presas em um quarto em que havia apenas um colchão.

Aos policiais, um dos suspeitos contou que era "disciplina" da facção na região de Campinas e o grupo levaria as mulheres para "julgamento" no local conhecido como "torneira" (ponto de tráfico), no Jardim São Camilo, em Jundiaí.

O "tribunal" aconteceria às 9 horas desta segunda. Os suspeitos e as vítimas foram levados para a 2ª Delegacia Seccional de Campinas. Eles foram presos em flagrante por sequestro e cárcere privado. A mulher agredida foi levada para um hospital e não havia informações sobre o estado de saúde dela. A polícia acredita que ela também foi vítima dos integrantes do PCC.

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