'Se não quisesse investigar, não teria pedido abertura do inquérito', diz Aras

Procurador-geral da República nega já ter decidido arquivar investigação sobre declarações de Moro e diz que caso ainda é prematuro

Por iG

Antônio Augusto Brandão de Aras, procurador-geral da República
Antônio Augusto Brandão de Aras, procurador-geral da República -
São Paulo - O procurador-geral da República, Augusto Aras, tem negado a pessoas próximas que estaria decidido à arquivar as investigações sobre a declaração do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Segundo relatos ouvidos pela colunista da Globo , Andréia Sadi, e divulgados nesta quinta-feira, Aras está afirmando que "se não quisesse investigar, não teria pedido abertura do inquérito",

Aras acredita, segundo os relatos, que "tudo é prematuro" e que só decidirá se o caso será arquivado ou se irá apresentar denúncia após o fim do inquérito. Para o PGR, nem o Ministério Público, nem o juiz podem se antecipar sobre a investigação.

O PGR tem dito nos bastidores da política que Moro "fez o certo" ao "dizer o óbvio" quando disse que sua declaração não era uma acusação e que cabe ao Ministério Público investigar se houve crimes.

Os relatos afirmam que a cúpula do Ministério Público avaliou que o depoimento de Moro à Polícia Federal no último sábado não trouxe “nada novo”, só confirmou o que ele teria dito em seu discurso de saída do Ministério da Justiça, no dia 24 de abril. Essa também é a visão do núcleo próximo à Bolsonaro , Aras , no entanto, nega estar alinhado ao Planalto.

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