Maurício Valeixo e Ramagem depõem sobre interferência de Bolsonaro na Polícia Federal

Além deles, Ricardo Saadi, ex-superintendente da Polícia Federal do Rio também será ouvido nesta segunda-feira

Por O Dia

Maurício Valeixo
Maurício Valeixo -
Brasília - O ex-diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, vai ser ouvido, nesta segunda-feira, na Superintendência de Curitiba pelos investigadores que atuam no inquérito sobre a interferência política do presidente Bolsonaro na PF.
O depoimento está previsto para começar as 10h.
Valeixo será ouvido por ter sido demitido por Bolsonaro e ser citado no depoimento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. No depoimento, Moro reforçou que o presidente teria pressionado pela troca no comando geral da PF e na superintendência do Rio de Janeiro.
O inquérito sobre as supostas interferências de Bolsonaro foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), após o ex-ministro Moro pedir demissão do cargo e alegar ter sido pressionado por Bolsonaro a fazer mudanças na cúpula da PF.
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, e o ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro Ricardo Saadi também serão ouvidos na sede da PF em Brasília, nesta segunda-feira.
Alexandre Ramagem - Valter Campanato/Agência Brasil

Ramagem foi indicado para assumir o cargo de diretor-geral da PF, mas a nomeação foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão acolheu a pedido apresentado pelo PDT e considerou que haveria necessidade de impedir o ato tendo em vista as declarações do ex-ministro Sérgio Moro sobre tentativa de interferências na autonomia da corporação, a divulgação de mensagens trocadas com o ex-ministro e a abertura do inquérito no próprio Supremo para investigar as acusações.

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Maurício Valeixo reprodução internet
Alexandre Ramagem Valter Campanato/Agência Brasil

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