Pessoas foram feitas de refém durante a ação dos criminosos em Criciúma, Santa Catarina - Reprodução / TV Globo
Pessoas foram feitas de refém durante a ação dos criminosos em Criciúma, Santa CatarinaReprodução / TV Globo
Por IG - Último Segundo
Rio - Imagens impressionantes foram registradas na madrugada desta terça-feira na cidade de Criciúma, no sul de Santa Catarina. Fortemente armados, criminosos fizeram reféns durante uma tentativa de assalto a um banco, trocaram tiros com a polícia, além de bloquearem ruas e provocarem diversos focos de incêndio.
Segundo informações da Polícia Civil, o grupo era formado por cerca de 30 homens e o ataque realizado na região central de Criciúma durou mais de meia hora. Os primeiro relatos nas redes sociais surgiram por volta da meia-noite, com fotos e vídeos dos reféns perfilados nas ruas, montando uma barreira contra a polícia, em vários pontos da cidade.

Ainda de acordo com informações da corporação, a quadrilha incendiou um túnel que dá acesso à cidade para evitar que reforços pudessem ser chamados pela polícia. Além disso, houve um ataque ao Batalhão e outros veículos incendiados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), disse que os reféns foram liberados sem ferimentos, mas orientou que a população permanecesse dentro de casa por conta do 'estado de sítio' causado pelos criminosos.

"Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade 'novo cangaço'. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também", disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), em entrevista ao portal G1.

Na fuga, os criminosos ainda abandonaram sacos de dinheiro, o que causou uma cena inusitada, com diversas cédulas voando ao vento após o término do ataque. Até o momento, ninguém foi preso e a polícia segue investigando para descobrir os autores da operação, além da possibilidade de o bando ter deixado dispositivos explosivos no local.