Ministério da Saúde esclarece que não voltou a exigir prescrição médica para vacinação infantilJosé Cruz/Agência Brasil

Rio - O Ministério da Saúde esclareceu informações sobre a exigência de prescrição médica para a vacinação de crianças contra a covid-19. Em nota publicada nesta quinta-feira, 27, a pasta desmentiu que voltou a exigir a obrigatoriedade de apresentação de prescrição médica na aplicação do imunizante infantil. 
Em nota, a pasta disse que "ao contrário do que alguns veículos de imprensa estão noticiando erroneamente, a pasta não voltou a exigir prescrição médica para vacinação de crianças, mas sim recomenda que pais ou responsáveis consultem um médico antes da vacinação deste grupo".
A pasta afirmou que a consulta prévia não se trata de um pré-requisito e nem é obrigatória para a aplicação da vacina contra a covid-19 entre a faixa etária de 5 a 11 anos. "A medida apenas visa a verificação de eventuais contra indicações e em caso de comorbidades", afirmou o Ministério da Saúde. "A única exigência para a aplicação do imunizante é que pais ou responsáveis estejam presentes no ato da vacinação e expressem a concordância na admissão da dose. Em caso de ausência dos pais ou responsáveis, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento por escrito", completou.
A prescrição médica foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso do imunizante da Pfizer em dezembro. Mas a pasta desistiu de cobrar a prescrição depois de realizar uma consulta pública que teve participação de 99,3 mil pessoas, onde a maioria foi contra o pré-requisito. 
A vacinação de doses pediátricas contra a Covid-19 da Pfizer, voltadas para o público de 5 a 11 anos, começou a ser aplicada em massa no dia 17 de janeiro. Ao todo, o Brasil já recebeu 4,2 milhões de doses pediátricas dessa vacina.
Já para o público acima de 12 anos, o Ministério da Saúde informa que foram distribuídas 407,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, alcançando "quase 92% da população acima de 12 anos", com pelo menos a primeira dose. "Isso equivale a 163,5 milhões de pessoas", informa a pasta.