Publicado 21/08/2025 12:37
O deputado Zé Trovão (PL-SC) disse, em sessão na Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (20), que iria acabar com a vida de Alexandre de Moraes. Ele, no entanto, se arrependeu logo depois.
PublicidadeA fala foi iniciada com uma defesa ao pastor Silas Malafaia, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal e teve seu passaporte e celular apreendidos no Aeroporto Internacional do Galeão.
"Eu quero repudiar a perseguição contra, não somente um cidadão, mas um dos homens mais eloquentes do evangelho brasileiro, o pastor Silas Malafaia, que não deveria ter passado pelo que passou hoje ao chegar no Brasil. Alexandre de Moraes, presta atenção, o seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida porque você não pode fazer o que você está fazendo", disse.
Em outro momento, o parlamentar teve novamente a palavra e pediu para que fosse retirada a ameaça que havia feito anteriormente.
"Eu só quero fazer uma correção na minha fala quando eu falei do Moraes. Eu usei as palavras 'destruir a sua vida'. Isso de maneira nenhuma! A gente não está aqui para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado. Então eu quero retirar minha palavra quando eu disse 'destruir a vida' e usar as palavras certas, nós vamos acabar com a injustiça que Alexandre de Moraes está fazendo".
Zé Trovão também se posicionou nas redes sociais sobre a ação contra Silas Malafaia. "Mais uma vez continua a escalada da injustiça e perseguição no Brasil, pastor Silas Malafaia não merece ser tratado como criminoso. Somos todos Malafaia", escreveu.
Operação
Assim que chegou em um voo vindo de Lisboa, agentes cumpriram mandados de busca pessoal e apreensão de celulares em operação inserida na investigação que apura suposta tentativa de obstrução de Justiça e a continuidade do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. O pastor foi levado para prestar depoimento.
O cumprimento dos mandados foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acatado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em parecer favorável emitido no dia 15 de agosto.
O cumprimento dos mandados foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acatado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em parecer favorável emitido no dia 15 de agosto.
Além da apreensão de dispositivos eletrônicos, houve imposição de medidas cautelares, como a proibição de deixar o país, bloqueio de contato com outros investigados e suspensão de passaporte.
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