O Estado da Bahia registrou o primeiro caso de morte suspeita de intoxicação por metanol no município de Feira de Santana. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 3, pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana.
Trata-se de um paciente, um homem de 56 anos, que deu entrada na UPA da Queimadinha e morreu na madrugada desta sexta-feira.
"Amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação", disse a secretaria estadual.
A Sesab orientou unidades de saúde públicas e privadas a ficarem atentas para casos de intoxicação por metanol, notificando imediatamente para permitir investigações rápidas e adoção de medidas necessárias.
A secretaria estadual disse ainda que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância do Estado e do município, em articulação com a Secretaria da Segurança Pública do Estado, reforçando a integração das ações de monitoramento e investigação.
Brasil
Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil registrava 59 notificações relacionadas à intoxicação pela substância. O balanço foi apresentado pelo ministro Alexandre Padilha, em entrevista à imprensa na Sala de Situação. Desse total, 11 já possuem a detecção laboratorial da presença do metanol por um Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs).
"Tem um 12º, que é um caso aqui de Brasília. Nossa equipe está acompanhando desde o início da internação este caso, nós já temos a informação que foi detectada a presença do metanol no exame feito no hospital onde esse paciente está internado. Então, a gente já pode colocar que são 12 confirmados", acrescentou Padilha.
Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.
Diante da crescente dos casos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou autoridades internacionais para trazer antídoto do metanol para o país.
O medicamento fomepizol é indicado como contraveneno para este tipo de intoxicação. A Agência já consultou formalmente autoridades reguladoras internacionais sobre a autorização de comercialização do produto de injeção intravenosa em seus respectivos países.
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