Publicado 07/12/2025 17:40
Milhares de mulheres de diversas cidades brasileiras foram às ruas, neste domingo (7), para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e protestar contra todas as diferentes formas de violência contra a mulher. Os protestos ocorreram em diversas cidades, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG).
PublicidadeNa capital paulista, centenas de pessoas se reuniram em torno do Masp para protestar contra os casos de violência contra a mulher. O ato contou com tendas e distribuição de adesivos. No mesmo horário, em São Paulo, foi realizado um protesto na escadaria do prédio da Gazeta em apoio ao ex-presidente Bolsonaro, com manifestantes vestidos de verde e amarelo pedindo sua liberdade e reivindicando anistia.
Em Brasília, o ato ocorreu sob fortes pancadas de chuva. A manifestação contou com a presença de cinco ministras do governo federal, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.
Curitiba também reuniu milhares de mulheres no Centro Histórico da cidade para lutar contra o feminicídio. Em seguida, foi realizada uma caminhada pelas ruas centrais. Em Belo Horizonte, manifestantes saíram às ruas por volta das 11h, na Praça Raul Soares, no Centro da capital mineira, com destino à Praça Sete e, posteriormente, à Praça da Estação.
Violência contra a mulher
Na capital paulista, Taynara Santos, de 31 anos, teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, na zona norte da cidade. A defesa da vítima - e um amigo do agressor - afirmam que o rapaz cometeu o crime de forma intencional com o objetivo de matar a mulher. Evelyn de Souza Saraiva, de 38 anos, foi baleada seis vezes por seu ex-companheiro enquanto ela trabalhava na zona norte de São Paulo.
No Recife, uma mulher grávida e quatro filhos morreram durante um incêndio. O suspeito, pai das crianças, foi preso em flagrante no mesmo dia.
No Rio de Janeiro, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino. O crime ocorreu no dia 28 de novembro.
Em Brasília, o corpo da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrado carbonizado. O crime está sendo investigado como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.
No Recife, uma mulher grávida e quatro filhos morreram durante um incêndio. O suspeito, pai das crianças, foi preso em flagrante no mesmo dia.
No Rio de Janeiro, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino. O crime ocorreu no dia 28 de novembro.
Em Brasília, o corpo da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrado carbonizado. O crime está sendo investigado como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.
Dados nacionais
Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.
Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero indicam que, em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero.
Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.
Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero indicam que, em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero.
*Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo
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