Moraes autorizou Michelle Bolsonaro a visitar Bolsonaro no hospitalAFP
Publicado 13/03/2026 14:08 | Atualizado 13/03/2026 14:11
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta sexta-feira (13), que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura, além da enteada Letícia Firmo da Silva, no Hospital DF Star, em Brasília.
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Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia nesta sexta-feira, após passar mal e ser internado. Segundo a decisão, durante as visitas, não será permitida a entrada de aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
O ministro também determinou que a vigilância e a segurança de Bolsonaro durante a internação sejam realizadas pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A fiscalização deve ocorrer 24 horas por dia, com no mínimo dois agentes na porta do quarto do ex-presidente.
O hospital DF Star informou que Bolsonaro "foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". 
Ainda segundo a unidade, ele deu entrada com quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O ex-presidente está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A broncopneumonia é um tipo de infecção nos pulmões que afeta principalmente os brônquios, tubos que levam ar aos pulmões, e os alvéolos, pequenos sacos de ar onde ocorre a troca de oxigênio. Ela pode ser fatal e é especialmente perigosa para idosos, crianças pequenas, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.
No início de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de Bolsonaro. Na ocasião, a defesa alegou que o ex-presidente apresenta um quadro clínico complexo, com múltiplas comorbidades.
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