Publicado 15/05/2026 11:08 | Atualizado 15/05/2026 11:10
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse, nesta sexta-feira (15), que conversou com o pai, Jair Bolsonaro, sobre sua relação com Daniel Vorcaro e que o ex-presidente lhe aconselhou a falar a verdade e ficar tranquilo.
Publicidade"Expliquei [a Bolsonaro] que a imprensa havia noticiado o caso e que não havia absolutamente nada de errado. Ele me disse para ficar tranquilo, seguir firme e falar a verdade, que é o que estou fazendo. Insisto que não fiz nada de errado; trata-se de um investimento privado em um filme, com expectativa de retorno", disse Flávio Bolsonaro a jornalistas no aeroporto de Brasília, antes de embarcar para um evento no Rio de Janeiro.
Flávio também destacou que, apesar de ter ocorrido uma tentativa de levar Bolsonaro à casa do ex-banqueiro para assistir a um documentário, os dois nunca se encontraram. O senador também chamou Romeu Zema (Novo) de precipitado por ter dito que o caso era "imperdoável".
"Ele [Romeu Zema] é novo na política e precisa entender que tem a grande responsabilidade de ajudar os brasileiros a se livrarem do PT. Eu merecia, pelo menos, o benefício da dúvida da parte dele após meus esclarecimentos. Ele se equivocou ao se antecipar e me pré-condenar; eu jamais faria isso com ele", afirmou Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, Flávio agradeceu o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). "Ele fez um posicionamento correto, respeitoso comigo. Ele já foi vítima de uma perseguição como essa. E lá atrás, o defendi", disse Flávio.
Segundo o filho do ex-presidente, o custo total do filme "Dark Horse" foi de US$ 16 milhões (cerca de R$ 80 milhões na cotação atual). Ele, no entanto, não soube explicar o caminho dos investimentos das empresas de Daniel Vorcaro até a produtora do filme, que teria passado por um fundo nos Estados Unidos gerenciado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro (PL).
O senador também voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido utilizada para bancar as despesas do irmão fora do país e afirmou que Eduardo Bolsonaro vive de doação feita pelo pai, Jair Bolsonaro, além de reservas próprias.
"Minha relação com ele era estritamente profissional para tratar do fundo. Quando os problemas com ele surgiram, a relação foi encerrada e busquei outros investidores para terminar o filme", completou.
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