Resposta de Eduardo ocorreu após vídeo publicado por Zema nas redes sociaisReprodução / Redes sociais

Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu às críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ao irmão, Flávio Bolsonaro, após conversas vazadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (13).
Em publicação nas redes sociais, o deputado federal cassado afirmou que Romeu Zema “sequer ouviu o outro lado” antes de fazer acusações.
“Nem sequer escolheu ouvir o outro lado; bastou um par de horas para que a ‘união da direita’ e o ‘vice potencial’ se aproveitassem da situação e fizessem essa acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu Eduardo Bolsonaro.
A resposta do filho do ex-presidente ocorreu após um vídeo publicado pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema nas redes sociais. Na gravação, Zema afirma que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Luiz Inácio Lula da Silva e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse Romeu Zema em vídeo.
A ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro foi divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil. No áudio, o senador pede dinheiro ao empresário para custear despesas do filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro.
"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", afirma Flávio no áudio divulgado. Nas mensagens, Flávio Bolsonaro escreve ainda a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs."
A conversa aconteceu três meses após as investigações sobre as fraudes do Master virem à tona. Flávio divulgou uma nota para defender a instauração de uma CPI do Banco Master. "É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", diz a nota.

O senador contou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, "quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro". "O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem", escreveu.