Publicado 08/06/2026 15:22 | Atualizado 08/06/2026 16:44
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender, nesta segunda-feira, 8, a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Durante "Brasil de Ideias Mulher - Especial Eleições", um evento organizado pelo Grupo Voto e pensado para o público feminino em São Paulo, ele também fez acenos ao eleitorado de mulheres ao mencionar a possibilidade de escolher uma mulher como vice.
No fim de maio, o senador esteve em Washington ao lado do irmão, Eduardo Bolsonaro, e se reuniu com o presidente Donald Trump. Na sequência, o governo americano classificou PCC e CV como organizações terroristas.
Segundo Flávio, a agenda na capital americana teve como objetivo enfrentar o avanço do crime organizado no país. Ele também defendeu a viagem aos Estados Unidos. "O que eu fui fazer nos Estados Unidos nada mais foi do que qualquer país faria se estivesse preocupado em acabar com esse poder paralelo", afirmou.
Poucos dias depois, porém, o cenário mudou. O governo dos Estados Unidos passou a avaliar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com base em críticas a práticas comerciais do país, incluindo o sistema de pagamentos Pix, o que colocou a pré-campanha de Flávio na defensiva. Questionado sobre isso, Flávio acabou não respondendo
No mesmo evento, ao falar ao público majoritariamente feminino, Flávio disse que pretende escolher uma mulher como vice e buscou rebater críticas ao pai. "Falam que meu pai não gostava de mulher, isso é narrativa", afirmou. Ele destacou a presença de mulheres em seu gabinete e na gestão do ex-presidente e mencionou a própria família como exemplo.
O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da pré-campanha, que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino, considerado um dos principais pontos de fragilidade do senador nas pesquisas e do clã Bolsonaro historicamente.
O evento ocorre após o pré-candidato intensificar sinais nessa direção, como ao participar de ato público usando uma camiseta com a frase "pai de menina" e ao votar a favor do projeto que inclui a misoginia como crime de preconceito na Lei do Racismo, apesar de críticas dentro do próprio campo político.
O senador também passou a incluir a mulher, Fernanda Bolsonaro, em agendas de campanha. A aproximação passa ainda por alianças com lideranças religiosas. Para atrair o eleitorado feminino e católico, Flávio passou a considerar a deputada federal Simone Marquetto (PL-SP) como possível vice em sua chapa. Próxima ao Frei Gilson e a outros nomes da Igreja Católica, ela tem sido uma das principais pontes nesse movimento.
A investida ocorre em um momento em que o segmento feminino tem pesado no desempenho eleitoral. Pesquisa Quaest divulgado em maio mostrou que um dos fatores para a retomada da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro está justamente na melhora do petista entre mulheres.
PublicidadeNo fim de maio, o senador esteve em Washington ao lado do irmão, Eduardo Bolsonaro, e se reuniu com o presidente Donald Trump. Na sequência, o governo americano classificou PCC e CV como organizações terroristas.
Segundo Flávio, a agenda na capital americana teve como objetivo enfrentar o avanço do crime organizado no país. Ele também defendeu a viagem aos Estados Unidos. "O que eu fui fazer nos Estados Unidos nada mais foi do que qualquer país faria se estivesse preocupado em acabar com esse poder paralelo", afirmou.
Poucos dias depois, porém, o cenário mudou. O governo dos Estados Unidos passou a avaliar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com base em críticas a práticas comerciais do país, incluindo o sistema de pagamentos Pix, o que colocou a pré-campanha de Flávio na defensiva. Questionado sobre isso, Flávio acabou não respondendo
No mesmo evento, ao falar ao público majoritariamente feminino, Flávio disse que pretende escolher uma mulher como vice e buscou rebater críticas ao pai. "Falam que meu pai não gostava de mulher, isso é narrativa", afirmou. Ele destacou a presença de mulheres em seu gabinete e na gestão do ex-presidente e mencionou a própria família como exemplo.
O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da pré-campanha, que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino, considerado um dos principais pontos de fragilidade do senador nas pesquisas e do clã Bolsonaro historicamente.
O evento ocorre após o pré-candidato intensificar sinais nessa direção, como ao participar de ato público usando uma camiseta com a frase "pai de menina" e ao votar a favor do projeto que inclui a misoginia como crime de preconceito na Lei do Racismo, apesar de críticas dentro do próprio campo político.
O senador também passou a incluir a mulher, Fernanda Bolsonaro, em agendas de campanha. A aproximação passa ainda por alianças com lideranças religiosas. Para atrair o eleitorado feminino e católico, Flávio passou a considerar a deputada federal Simone Marquetto (PL-SP) como possível vice em sua chapa. Próxima ao Frei Gilson e a outros nomes da Igreja Católica, ela tem sido uma das principais pontes nesse movimento.
A investida ocorre em um momento em que o segmento feminino tem pesado no desempenho eleitoral. Pesquisa Quaest divulgado em maio mostrou que um dos fatores para a retomada da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro está justamente na melhora do petista entre mulheres.
Críticas ao STF
Durante o evento realizado nesta segunda-feira (8), Flávio Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal ao afirmar que decisões individuais de ministros têm travado mudanças estruturais no país. O senador citou exemplos de medidas barradas pela Corte e defendeu maior segurança jurídica para viabilizar reformas.
Segundo o pré-candidato, decisões monocráticas do Supremo têm interferido em políticas públicas e na atuação do Congresso. "Não pode mais um ministro do Supremo dar uma canetada e impedir uma ferrovia de ser construída", afirmou.
Flávio também criticou a possibilidade de reversão de decisões do Legislativo. "O Congresso revoga o IOF, aí uma canetada do ministro do Supremo vai e diz que o imposto tem que ser cobrado", disse.
Em 2025, o ministro Alexandre de Moraes validou decreto presidencial que elevou o IOF após o tema ser judicializado. A medida havia sido derrubada pelo Congresso Nacional, mas o ministro restabeleceu parte das normas que ampliaram a cobrança do imposto. Para o senador, esse tipo de intervenção compromete a previsibilidade institucional.
O pré-candidato argumentou que a insegurança jurídica dificulta a aprovação de medidas estruturais. "Como é que você consegue fazer mudanças importantes no país com esse tipo de insegurança jurídica?", questionou.
Ele defendeu a eleição de parlamentares alinhados a essa agenda, especialmente no Senado. Segundo Flávio, é necessário "ter deputados e senadores favoráveis a essas pautas" para garantir avanços em temas como redução da maioridade penal e infraestrutura.
As declarações marcam uma mudança de tom do senador em relação ao Supremo. Desde o início da pré-campanha, Flávio vinha evitando críticas públicas à Corte, em um movimento associado também à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe e atualmente em prisão domiciliar.
Nos bastidores, a estratégia tem sido terceirizar os ataques ao Judiciário a aliados mais próximos, preservando o pré-candidato de um confronto direto com o STF.
Segundo o pré-candidato, decisões monocráticas do Supremo têm interferido em políticas públicas e na atuação do Congresso. "Não pode mais um ministro do Supremo dar uma canetada e impedir uma ferrovia de ser construída", afirmou.
Flávio também criticou a possibilidade de reversão de decisões do Legislativo. "O Congresso revoga o IOF, aí uma canetada do ministro do Supremo vai e diz que o imposto tem que ser cobrado", disse.
Em 2025, o ministro Alexandre de Moraes validou decreto presidencial que elevou o IOF após o tema ser judicializado. A medida havia sido derrubada pelo Congresso Nacional, mas o ministro restabeleceu parte das normas que ampliaram a cobrança do imposto. Para o senador, esse tipo de intervenção compromete a previsibilidade institucional.
O pré-candidato argumentou que a insegurança jurídica dificulta a aprovação de medidas estruturais. "Como é que você consegue fazer mudanças importantes no país com esse tipo de insegurança jurídica?", questionou.
Ele defendeu a eleição de parlamentares alinhados a essa agenda, especialmente no Senado. Segundo Flávio, é necessário "ter deputados e senadores favoráveis a essas pautas" para garantir avanços em temas como redução da maioridade penal e infraestrutura.
As declarações marcam uma mudança de tom do senador em relação ao Supremo. Desde o início da pré-campanha, Flávio vinha evitando críticas públicas à Corte, em um movimento associado também à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe e atualmente em prisão domiciliar.
Nos bastidores, a estratégia tem sido terceirizar os ataques ao Judiciário a aliados mais próximos, preservando o pré-candidato de um confronto direto com o STF.
Crime Organizado
Flávio Bolsonaro, ao defender a classificação imposta pelo governo dos Estados Unidos das duas maiores facções criminosas do País - PCC e Comando Vermelho - como organizações terroristas, disse que um líder que não se preocupa com a opressão que estas organizações exercem sobre as famílias teria que estar fora da política.
A fala foi uma referência direta ao presidente Lula que, de acordo com Flávio, defende organizações terroristas, que impõem, entre outras coisas, impostos sobre pequenas atividades e inibem que moradores em comunidades - cerca de 25% da população brasileira - possam empreender nas localizações onde moram.
"Um líder que não se preocupa com o crime organizado tem que estar fora da política", disse.
Em outro ponto de seu discurso, Flávio insinuou que o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, têm ligações com o crime organizado. Disse que, em uma das comunidades do Rio de Janeiro, berço do Comando Vermelho, Dino teria entrado sem seguranças e que, em outra, Lula teia feito comício sem proteção policial.
São localizações que, de acordo com Flávio Bolsonaro, ou pessoas entram armadas, como faz a polícia, ou entram sob autorização dos chefes do crime organizado.
Ainda de acordo com o pré-candidato do PL, o presidente Lula teria "ficado louco" com a classificação das duas organizações como terroristas e o chamado de traidor da Pátria.
A fala foi uma referência direta ao presidente Lula que, de acordo com Flávio, defende organizações terroristas, que impõem, entre outras coisas, impostos sobre pequenas atividades e inibem que moradores em comunidades - cerca de 25% da população brasileira - possam empreender nas localizações onde moram.
"Um líder que não se preocupa com o crime organizado tem que estar fora da política", disse.
Em outro ponto de seu discurso, Flávio insinuou que o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, têm ligações com o crime organizado. Disse que, em uma das comunidades do Rio de Janeiro, berço do Comando Vermelho, Dino teria entrado sem seguranças e que, em outra, Lula teia feito comício sem proteção policial.
São localizações que, de acordo com Flávio Bolsonaro, ou pessoas entram armadas, como faz a polícia, ou entram sob autorização dos chefes do crime organizado.
Ainda de acordo com o pré-candidato do PL, o presidente Lula teria "ficado louco" com a classificação das duas organizações como terroristas e o chamado de traidor da Pátria.
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