Presidente do STF, Edson Fachin divugou uma nota sobre o caso na tarde deste sábadoCarlos Alves Moura
Publicado 25/07/2026 18:35
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rebateu as críticas feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, a Alexandre de Moraes. Os ataques ao ministro foram proferidos neste sábado, 25, durante o discurso do mandatário argentino no evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
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Na ocasião, Milei reclamou de não ter recebido autorização para visitar Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado, e comparou o caso ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso.
"Para piorar tudo, o lixo... Ele não me permitiu visitar meu amigo injustamente preso, embora eu saiba que Lula estava cansado de receber líderes estrangeiros enquanto estava na prisão, incluindo o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández", disse Milei, em referência Moraes.
Na tarde deste sábado, Fachin rebateu as críticas ao colega do STF. Em nota, ele classificou a referência a Moraes como desrespeitosa e incompatível com a civilidade, e reiterou a autonomia do Judiciário.
"Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil. Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados", escreveu o presidente do STF.
O ministro Flávio Dino também se manifestou. Sem citar nomes, ele divulgou uma nota em seu perfil no Instagram em que critica "trapaceiros" e enaltece o Poder Judiciário na defesa do constitucionalismo, "que é essencialmente um sistema de limitação de poderes estatais e privados, inclusive estrangeiros'. "Em consequência, um bom Tribunal estabelece fronteiras intransponíveis para os totalitários e trapaceiros', acrescentou.
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