Publicado 05/08/2026 07:36
A Argentina informou, na noite desta terça-feira (4), que o Brasil solicitou o retorno do embaixador Guillermo Raimondi para Buenos Aires, em meio à crise diplomática provocada por declarações de Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Itamaraty também comunicou ao país vizinho a decisão de reduzir o nível de representação diplomática ao de encarregados de negócios.
PublicidadeSegundo o comunicado divulgado no X pela chancelaria argentina, Raimondi foi convocado na tarde desta terça-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que lhe comunicou a decisão do governo de reduzir o nível de representação diplomática bilateral e de solicitar o seu retorno para a Argentina.
O governo argentino afirma que a decisão foi "adotada unilateralmente" pelo Brasil e "lamenta sua decisão de continuar se isolando do restante da região por razões puramente ideológicas", acrescenta a nota da chancelaria argentina, que ressaltou: "Nunca respondemos a uma divergência política com uma medida institucional."
A tensão entre os dois países aumenta dois dias após novos ataques de Milei contra Lula. Em entrevista a um canal de TV no último domingo (2), o presidente argentino chamou o brasileiro de "ladrão" e "corrupto", após comentários semelhantes desencadearem o início de uma crise diplomática na semana anterior.
No fim de julho, Milei chamou Lula de "presidiário" e "ladrão", durante a convenção partidária que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O governo argentino afirma que a decisão foi "adotada unilateralmente" pelo Brasil e "lamenta sua decisão de continuar se isolando do restante da região por razões puramente ideológicas", acrescenta a nota da chancelaria argentina, que ressaltou: "Nunca respondemos a uma divergência política com uma medida institucional."
A tensão entre os dois países aumenta dois dias após novos ataques de Milei contra Lula. Em entrevista a um canal de TV no último domingo (2), o presidente argentino chamou o brasileiro de "ladrão" e "corrupto", após comentários semelhantes desencadearem o início de uma crise diplomática na semana anterior.
No fim de julho, Milei chamou Lula de "presidiário" e "ladrão", durante a convenção partidária que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
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