Publicado 22/08/2026 12:12
A Meta, dona do Instagram, foi condenada a pagar R$ 50 mil à modelo Milla Vieira, eleita Miss Universe São Paulo em 2024, por não ter retirado na íntegra os comentários racistas contra ela nas redes sociais. A modelo foi alvo de ataques depois da divulgação do resultado do concurso. A vitória de Milla, que é negra, chegou a ser atribuída de forma pejorativa à cota racial.
Procurada pela reportagem, a Meta informou que não irá comentar a decisão.
A sentença foi dada pela Justiça de São Paulo em ação movida pela modelo, pedindo a retirada das mensagens agressivas e de cunho racista postadas no Instagram após sua vitória. De acordo com o advogado Eduardo Lemos Barbosa, que representa a modelo no processo, mesmo depois de uma decisão liminar determinando a retirada dos conteúdos, o Instagram manteve parte dos comentários racistas.
Segundo ele, a Meta alegou insuficiência de informações para identificar alguns autores das ofensas, que, inclusive, seriam menores de idade. "Minha cliente venceu o concurso e ela foi agredida e ofendida na internet com ofensas de cunho racista, por isso acionamos judicialmente a Meta. O juiz deu prazo de cinco dias para a plataforma excluir, e eles retiraram uma parte, mas não todos os comentários. Chamamos a atenção do juiz para o descumprimento e ele determinou o pagamento da multa que estava prevista na decisão", afirma.
A ação tramita na 2.ª Vara Cível de São Paulo, no Foro Regional do Tatuapé, e a Meta ainda pode entrar com recurso.
Milla, que está no Canadá, disse que, após dois anos, a Justiça determinou que a plataforma seja punida financeiramente pelo não cumprimento integral de sua decisão. Ela diz que viveu momentos difíceis com os ataques que sofreu pelas redes sociais. "Fui muito humilhada, tentaram desmerecer minha conquista, mas não me calei. Após dois anos, talvez um pouco mais, conseguimos uma vitória", disse.
Ela espera que a decisão no seu caso incentive outras pessoas que passarem pela mesma situação a não se calarem. "Eu sofri todos aqueles ataques maldosos, racistas, ataques de ódio na internet. Mas muita gente está aqui [seguindo sua rede social] porque eu abri a boca, fui na mídia, fui em todo lugar, e vencemos. Essa não é uma vitória só minha, é de todas as pessoas que foram atacadas e perseguidas por meio de uma tela e não puderam se defender", diz.
Concorreu com 32 candidatas
PublicidadeProcurada pela reportagem, a Meta informou que não irá comentar a decisão.
A sentença foi dada pela Justiça de São Paulo em ação movida pela modelo, pedindo a retirada das mensagens agressivas e de cunho racista postadas no Instagram após sua vitória. De acordo com o advogado Eduardo Lemos Barbosa, que representa a modelo no processo, mesmo depois de uma decisão liminar determinando a retirada dos conteúdos, o Instagram manteve parte dos comentários racistas.
Segundo ele, a Meta alegou insuficiência de informações para identificar alguns autores das ofensas, que, inclusive, seriam menores de idade. "Minha cliente venceu o concurso e ela foi agredida e ofendida na internet com ofensas de cunho racista, por isso acionamos judicialmente a Meta. O juiz deu prazo de cinco dias para a plataforma excluir, e eles retiraram uma parte, mas não todos os comentários. Chamamos a atenção do juiz para o descumprimento e ele determinou o pagamento da multa que estava prevista na decisão", afirma.
A ação tramita na 2.ª Vara Cível de São Paulo, no Foro Regional do Tatuapé, e a Meta ainda pode entrar com recurso.
Milla, que está no Canadá, disse que, após dois anos, a Justiça determinou que a plataforma seja punida financeiramente pelo não cumprimento integral de sua decisão. Ela diz que viveu momentos difíceis com os ataques que sofreu pelas redes sociais. "Fui muito humilhada, tentaram desmerecer minha conquista, mas não me calei. Após dois anos, talvez um pouco mais, conseguimos uma vitória", disse.
Ela espera que a decisão no seu caso incentive outras pessoas que passarem pela mesma situação a não se calarem. "Eu sofri todos aqueles ataques maldosos, racistas, ataques de ódio na internet. Mas muita gente está aqui [seguindo sua rede social] porque eu abri a boca, fui na mídia, fui em todo lugar, e vencemos. Essa não é uma vitória só minha, é de todas as pessoas que foram atacadas e perseguidas por meio de uma tela e não puderam se defender", diz.
Concorreu com 32 candidatas
Milla concorreu ao Miss Universe São Paulo, em 2024, como representante de São Bernardo do Campo. Naquele ano, o concurso ocorreu na capital paulista. Entre as 32 participantes iniciais, Milla disputou a final com outras quatro finalistas e foi a vencedora. A candidata de São Caetano do Sul, Marjorie Rossi, ficou em segundo lugar. Ainda durante a coroação, tiveram início os ataques.
Ao anunciar a conquista do título no Instagram, Milla recebeu mensagens agressivas, que questionavam sua beleza e insinuavam que a sua coroação teria sido estabelecida por meio de cotas raciais.
Na época, os organizadores do Miss Universe São Paulo se manifestaram, dizendo repudiar veementemente as mensagens que questionavam a vitória de Milla.
Em comunicado oficial, classificaram os ataques como "atrocidades" e expressaram solidariedade a Milla. "Estamos profundamente chocados e entristecidos com os ataques racistas direcionados à nossa Miss. Milla foi eleita por mérito, seguindo os padrões rigorosos do concurso, e sua vitória é inquestionável", publicaram.
Ao anunciar a conquista do título no Instagram, Milla recebeu mensagens agressivas, que questionavam sua beleza e insinuavam que a sua coroação teria sido estabelecida por meio de cotas raciais.
Na época, os organizadores do Miss Universe São Paulo se manifestaram, dizendo repudiar veementemente as mensagens que questionavam a vitória de Milla.
Em comunicado oficial, classificaram os ataques como "atrocidades" e expressaram solidariedade a Milla. "Estamos profundamente chocados e entristecidos com os ataques racistas direcionados à nossa Miss. Milla foi eleita por mérito, seguindo os padrões rigorosos do concurso, e sua vitória é inquestionável", publicaram.
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