Meta nega as acusações e afirma ter adotado medidas para proteger menores nas plataformasAFP

A Meta será julgada na Califórnia, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (18), em um processo que acusa a empresa de contribuir de forma consciente para a crise de saúde mental entre crianças e adolescentes. A ação reúne acusações de 30 estados norte-americanos e aponta recursos do Facebook e do Instagram que, segundo os autores, são usados para manter os jovens por mais tempo nas plataformas.
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O processo também aponta que a empresa coleta, sem autorização dos pais, dados de menores de 13 anos. As ações pedem mudanças no funcionamento das plataformas e o pagamento de indenizações pelos danos alegados.

Os valores envolvidos podem chegar a US$ 1,4 trilhão (R$ 7,2 trilhões). Apesar de considerar improvável que a empresa seja levada à falência, o professor de Direito James Grimmelmann, da Universidade Cornell, afirmou ao jornal The Independent que o valor das possíveis indenizações seria suficiente para colocar a companhia nessa situação.

Atualmente, a Meta tem valor de mercado de cerca de US$ 1,5 trilhão — o equivalente a mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, estimado pelo IBGE em US$ 2,44 trilhões.

A Meta nega as acusações e afirma ter adotado medidas para proteger menores nas plataformas. Entre elas estão contas privadas para adolescentes, ferramentas de controle parental e sistemas de inteligência artificial para verificar a idade dos usuários.

As audiências devem durar cerca de seis semanas. A previsão é que o veredito seja divulgado no início de outubro.
Matéria do estagiário Felipe Scofield, sob supervisão de Marlucio Luna