Para 2026, a projeção para a inflação oficial foi mantida em 5,02%.Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Para 2026, a projeção para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%. As projeções para o dólar ao fim do ano e para a taxa básica de juros (Selic) seguiram em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.
O cenário reflete estabilidade nas expectativas para os principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.
A projeção para a inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo BC. Para alcançá-la, a autoridade monetária utiliza como principal instrumento a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, medida que ajuda a reduzir a inflação porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.
2027
O boletim também mostrou pequenas alterações nas estimativas para 2027. A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%. A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.
Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
IBGE