Alexandre de Moraes durante julgamento nesta terça-feira (15)Reprodução / YouTube / TV Justiça
Publicado 15/09/2026 14:04
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que tem testemunhas para atestar que o ministro André Mendonça, seu colega na Corte, exigiu da Polícia Federal para que o envolvesse no caso do Banco Master. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 15, durante julgamento no STF sobre a petição que aponta supostas mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Publicidade
Leia Mais! Fachin abre sessão e diz que STF vive 'período difícil'

Na ocasião, Moraes disse que, depois de ser julgado, também é necessário que o STF julgue Mendonça na próxima semana. Em seguida, disse que é preciso levar ao plenário as testemunhas de que o seu colega de Tribunal interferiu na Polícia Federal. Moraes afirmou ainda que houve uma "investigação fraudulenta" contra ele.

"Não há como julgar hoje sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal, presidente? Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na delação premiada? E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar", disse.

Moraes continuou: "Não só policiais. Advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, disse...". No mesmo momento, Mendonça disse "isso é mentira". Moraes rebateu: "Então, vamos chamar as testemunhas?". Mendonça então afirmou que as testemunhas podem ser chamadas, mas que vão mentir.

Moraes seguiu, alegando que Mendonça chamou a Polícia Federal para interferir no processo. "Chamou. 'Inclui o ministro Alexandre'. Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste País. É isto, presidente", disse Moraes.
O ministro também negou ter feito uso de um documento apócrifo para pedir que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. É classificado como "apócrifo" o documento sem valor probatório. O ministro se refere a um relatório de inteligência interno da Polícia Federal.

"Não tem nenhum documento apócrifo. Todos sabem o que é um relatório de inteligência. Os relatórios de inteligência estavam registrados. É só pegar o registro, quem fez e vamos chamar aqui neste Supremo Tribunal Federal", afirmou.
Leia mais