Declarações ocorreram na abertura do julgamento do STFReprodução / Youtube
"Abro esta sessão consciente de que esta presidência e este colegiado têm diante de si o dever de conduzir este tribunal por um período difícil de sua história, preservando aquilo que lhe é essencial: sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição", declarou.
Fachin prosseguiu: "É nesse espírito que proponho que enfrentemos o momento. Não se julgam pessoas. Julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual".
O ministro ainda disse ver "seres humanos" na Corte e afirmou que, nessa condição, erram, divergem e mudam de entendimento.
"A divergência é legítima, o confronto processual, não. E a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente. São premissas simples, mas, em momento de tensão institucional, é necessário dizer o que deve orientar a nossa atuação", declarou.
Além de ser responsável por abrir os trabalhos como presidente da Corte, Fachin é relator do processo e, portanto, também inicia as apresentações de voto dos ministros.
Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, na madrugada desta terça-feira (15), Moraes classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como "inconstitucional e ilegal".
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