Andressa UrachReprodução

Andressa Urach decidiu mesmo entrar na Justiça contra a Igreja Universal para pedir de volta os R$ 2 milhões doados à instituição. Na ação, a modelo e empresária alega que precisa do dinheiro para sobreviver, já que seus recursos financeiros acabaram e também admite que seu afastamento aconteceu por não ter seguido as orientações da igreja em sua vida pessoal.
Urach diz que o valor está calculado em cima das doações de 'veículos, joias e outros bens móveis e em especial, uma TED de um milhão de reis' e que hoje, ela carece do auxílio de pessoas próximas para manutenção do seu sustento.
Em documento publicado pela Quem, Andressa diz que continua com a sua crença e religiosidade. "é fiel aos olhos de Deus, e, uma vez que é inviolável a liberdade de consciência e crença religiosa, entende que determinadas atitudes praticadas pela Igreja Universal não estão em conformidade com os ditames bíblicos. A Andressa Urach, enquanto fiel, acreditou cegamente na palavra da igreja e doou à igreja mais de R$ 2.000.000,00 (Dois milhões) de diferentes formas e em momentos diferentes".
Sentença reconhece doações legítimas à Igreja

Em nota enviada ao DIA, a assessoria da Univesal informou que a justiça gaúcha considerou improcedente a demanda de Andressa Urach contra a Igreja Universal do Reino de Deus na ação que pedia anulação de doações feitas à Igreja. O julgamento do processo realizado no último dia 11 de agosto, na 13a Vara Cível de Porto Alegre, favorável à Universal, reconheceu que Urach não foi coagida em momento algum, ao contrário, o fez voluntariamente de forma consciente e convicta à fé e à doutrina que participava de forma ativa.

“O conjunto probatório produzido nos autos, em especial a prova oral colhida em audiência de instrução e julgamento (evento 245), não oferece suporte fático à tese da autora. Pelo contrário, o que se extrai dos depoimentos é a ausência de qualquer ato concreto de ameaça ou pressão individualizada que possa ser enquadrado como coação”.

Ainda na decisão, a juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello destacou a existência de “elementos que demonstram uma adesão voluntária e refletida, e não uma submissão cega e coagida”. Destacou também que “os depoimentos corroboram a percepção de que a autora sempre deteve pleno discernimento sobre seus atos e agia conforme seus próprios interesses e convicções do momento”.

Na sentença consta que ficou comprovado que Andressa não ficou na miséria como alegou para a autoridade judiciária, o que causou consequências para o uso da justiça gratuita por parte da atriz, que agora, para entrar com recurso à decisão, terá de pagar pelo serviço. No processo, Urach optou por não colocar nos autos as declarações de imposto de renda ou qualquer outro documento que comprovasse a alegada ruína financeira.

Vale ressaltar que a Igreja Universal preza pela doação livre e voluntária de recursos para o sustento da obra missionária e trabalho social no Brasil e em mais 149 países. Fundamento que também foi reconhecido na sentença: “não restou demonstrada nos autos qualquer conduta ilícita por parte da Igreja Universal do Reino de Deus. As doações foram atos de liberalidade praticados por agente capaz, com objeto lícito e forma não defesa em lei, sem a comprovação de qualquer vício de consentimento que pudesse macular sua validade”.