Roberta Rodrigues diz que nunca viveria um amor a três como personagem Ninfa

Atriz avisa que gosta de sexo, mas não é ninfomaníaca

Por karilayn.areias

Roberta Rodrigues%3A 'Quando você está com uma pessoa que é totalmente parceira%2C dá tempo para tudo' Divulgação

Rio - Curtir baile funk é coisa que Roberta Rodrigues faz há tempos, mas virar uma especialista em descer até o chão ao som do pancadão foi uma novidade que bateu à sua porta junto com o convite para fazer a dançarina Ninfa, de ‘A Regra do Jogo’, que divide o palco e a cama com MC Merlô (Juliano Cazarré), que também namora a sua outra ‘merlôzete’, Alisson (Letícia Lima). “O curioso é que as pessoas acham que é mais fácil para mim porque eu vim do morro, porque eu já curtia funk. É verdade, eu amo funk, mas dançar livre é totalmente diferente de fazer uma personagem que é dançarina, que tem que seguir certinho uma coreografia”, diz a atriz, que é nascida e criada no Vidigal.

Roberta é uma das peças do trio que promete esquentar a novela das 21h. Ninfa namora Merlô e não se conforma com o novo romance do MC, que tem dado uns amassos em Alisson. “O Merlô namora as duas, as duas sabem, mas elas são inimigas. A Ninfa e a Alisson só se unem quando têm que resolver alguma questão com o Merlô. Nessa relação não existe sexo a três, pelo contrário. Quando o Merlô fala: ‘O que vocês acham de nós três?’, elas caem de pau em cima dele”, conta.

Ménage à trois é carta fora do baralho para a funkeira, ainda que exclusividade sexual não faça parte do seu jogo. Batizada de Genivalda, Ninfa ganhou fama no Morro da Macaca e esse apelido por conta da sua libido bem acima da média. “Ela é viciada em sexo. A Ninfa ama o Merlô, mas a questão de ser ninfomaníaca acaba levando-a para outros lados. Para aliviar, ela transa com outros caras, pega um, pega geral. Quem tem essa doença sofre porque a pessoa que você ama não é o suficiente. Essa questão não é para ser vista como uma coisa engraçada, é uma doença e tem que ser tratada com muita seriedade”, alerta.

A preocupação de Roberta se estende ainda a eventuais confusões que possam ser feitas entre realidade e ficção. “Eu não sou nada ninfomaníaca, mas sexo é essencial, faz bem. Se o relacionamento está bom é porque o sexo, o carinho e o companheirismo estão funcionando”, comenta. A atriz também se distancia da sua personagem em ‘A Regra do Jogo’ quando o assunto é manter uma relação fora dos padrões tradicionais. “Eu jamais dividiria homem. Nem pensar! Para mim é inaceitável. Sou egoísta nessa parte”, afirma.

Namorando há quase um ano e ciumenta assumida, Roberta sabe que pode despertar esse sentimento no namorado, Guilherme Guimarães, já que Ninfa usa e abusa da sensualidade na novela das 21h. “Eu mostro as coreografias, o figurino, falo das cenas, até para ele ir se preparando porque é uma exposição muito grande. A Ninfa é periguete ao extremo, grau mil. Também tenho muitas cenas de sexo. O Gui é ciumento, mas eu sou mais do que ele”, confidencia.

A ‘lourice’ de Roberta é mais um elemento capaz de fazer com que o assédio masculino aumente, afinal reza a lenda de que as louras jamais passam despercebidas. “Não sei se estou fazendo mais sucesso com os homens por ter ficado loura, nem me preocupo com isso porque estou supernamorando. Faço sucesso com o Gui, então já estou feliz. Ele é um querido, é uma pessoa maravilhosa que eu quero para a minha vida”, declara-se sem revelar a profissão do namorado, mas garantindo que ele não é do meio artístico.

A paixão é tanta que nem a correria da vida de Roberta, que concilia as gravações de ‘A Regra do Jogo’ com os shows da banda Melanina Carioca, o assusta. “Quando você está com uma pessoa que é totalmente parceira, dá tempo para tudo. Quando o Gui pode, ele viaja comigo para os shows porque a gente precisa estar junto, precisa se ver.” 

EM TODOS OS RITMOS

Em ‘A Regra do Jogo’, o combustível de Roberta é o funk, mas na vida real ela é movida a diversidade. “Sou funkeira, pagodeira, amo hip hop, reggae, tudo. No Melanina Carioca a gente mistura tudo. É Belo com Gilberto Gil, Bebeto com Anitta.... Quando a pessoa é nascida e criada no morro, já acorda aos domingos com bilhões de ritmos no ouvido. Ouço o forró da vizinha, o funk do menino do passinho, o axé da baiana que foi morar ali. O Melanina é essa mistura, é a quebra do preconceito”, diz. A atriz só não curte os chamados proibidões que trazem letras com conotação sexual ou apologia ao crime. “Acho o funk proibidão triste porque leva para o lado negativo uma força cultural que veio forte. O funk pode ser usado para questionar melhorias para a sociedade, mas, às vezes, acaba sendo mal usado. Mas eu amo funk. Sou fã de Ludmilla, Nego do Borel, MC Mascote, Sapão, Anitta e tantos outros.”

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