João Pedro Vaz e a filha, LauraReprodução de vídeo
João Pedro Vaz vence Globos de Ouro de Melhor Ator de Cinema
Artista subiu ao palco da premiação portuguesa, neste domingo (28)
Rio - João Pedro Vaz venceu a premiação portuguesa Globos de Ouro, na categoria de Melhor Ator de Cinema pelo filme "Os Papéis do Inglês", neste domingo (28). O artista subiu ao palco acompanhado da filha, Laura, que se emocionou durante o discurso do pai e também fez os próprios agradecimentos.
"Um abraço aos meus colegas e a todas as pessoas que fazem cinema em Portugal. Porque fazer cinema em Portugal é um milagre", falou o ator, que em seguida agradeceu aos colegas de elenco, produção, Angola - país onde o filme foi gravado -, aos familiares e mais.
Ele, ainda, recordou as origens, citando a vila onde nasceu. "Podem tirar uma rapaz de Santa Marta de Penaguião, mas não podem tirar Santa Marta de Penaguião do rapaz", disse João Pedro.
Quando o ator finalizou o discurso, a pequena pediu para falar. Laura agradeceu às amigas, protagonizando um momento de fofura. Ela, então, arrancou sorrisos e aplausos da plateia.
Globo de Ouro
Apesar do nome semelhante, a premiação portuguesa é diferente do Globo de Ouro, a segunda maior dos Estados Unidos, ficando atrás apenas do Oscar. A premiação norte-americana homenageia profissionais de cinema e televisão do mundo.
O prêmio foi criado em 1944 pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA). Em junho de 2023, a HFPA anunciou a venda para a nova organização, Fundação Globo de Ouro, após uma série de polêmicas, incluindo a acusação de não ter nenhum membro negro.
'Os Papéis do Inglês'
Em "Os Papéis do Inglês", João Pedro interpreta o poeta, romancista e cineasta Ruy Duarte de Carvalho, que descobre que seu pai havia deixado uns papéis no deserto do Namibe que o poderiam ajudar a desvendar um mistério ocorrido em 1923. Seguindo a sua busca pelos "papéis do inglês", ele embarca numa jornada épica do século XIX ao final do século XX, nas paisagens do sul Angolano. O filme é baseado na trilogia "Os Filhos de Próspero", escrito por Ruy, também composta por "As paisagens Propícias" e "A terceira Metade".



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