Di FerreroDivulgação
Rio - Após lançar "Uma Bad Uma Farra", em 2022, Di Ferrero apresenta "SE7E", segundo álbum solo da carreira. O novo trabalho reúne 11 faixas, e marca uma fase mais íntima e conceitual do cantor. Aos 40 anos, o artista transforma experiências pessoais, espiritualidade e mudanças de ciclo em música. Conhecido nacionalmente como vocalista do NX Zero, banda que marcou o rock brasileiro dos anos 2000, ele afirma que o novo trabalho surgiu em meio a reflexões profundas sobre a trajetória profissional, identidade e liberdade criativa.
"Mudou muita coisa. 'Uma Bad Uma Farra' foi o primeiro álbum em que a minha carreira solo realmente começou a andar de novo, sabe? Quando lancei 'Além do Fim', que foi o primeiro single dessa nova fase, eu tinha acabado de fazer 40 anos e estava em outro momento da vida", conta.
O cantor explica que o processo criativo aconteceu logo após a turnê de reencontro do NX Zero, entre 2023 e 2024, e abriu espaço para temas mais íntimos. "Pensei: 'Cara, isso aqui pode ser um novo momento’. Eu queria falar sobre coisas pessoais, sobre crenças, espiritualidade, astrologia… assuntos que fazem parte da minha vida desde muito novo, por causa da minha família".
Di afirma que "SE7E" nasceu justamente dessa vontade de se expor de maneira mais honesta, sem tentar atender expectativas externas. "Sinto que estou em outra fase e consegui ser mais objetivo sobre o que quero dizer, sem medo de expor sentimentos e sensações. Também aprendi a dar pausa em coisas que não quero mais e a ter coragem de desagradar os outros para não passar por cima de mim mesmo".
O conceito do álbum também surgiu da forte relação com a mãe, Elena, astróloga e psicóloga, que participou diretamente da construção simbólica do projeto. O título "SE7E" faz referência à numerologia cabalística e aos significados ligados à transformação espiritual. "Percebi que seria legal reunir tudo isso no álbum: os simbolismos e essas músicas novas".
Di comenta que a mãe acompanha decisões importantes da carreira dele desde os primeiros trabalhos e teve participação ainda mais ativa neste projeto. "Minha mãe é muito minha amiga. Ela sempre esteve comigo em todos os lugares. Existe uma relação de mãe e filho, claro, mas também uma amizade muito forte", explica. "Nos lançamentos, por exemplo, ela dizia: 'Esse é um dia perfeito para lançar algo novo, porque a Lua está crescente'. Ela me ajudou muito nessa construção conceitual", completa.
Musicalmente, o álbum mistura pop rock contemporâneo, atmosferas densas e referências místicas. E as colaborações ocupam um papel importante no trabalho. Diferente de outros projetos, Di escolheu dividir o estúdio com artistas próximos de sua trajetória pessoal, como Gee Rocha, Thiago Castanho e Mateus Asato.
"Acho que, por muito tempo, a minha preferida foi 'Azul (Oceano)', que tem participação do Gee Rocha, meu parceiro desde o começo do NX Zero, e do Mateus Asato, que é um guitarrista incrível e nasceu na minha cidade", declara o cantor.
Entre as inéditas, ele destaca "Cuida" como uma das composições mais intensas do disco. "Acho que ela é a mais densa e profunda. Nela consegui colocar exatamente o que estava sentindo naquele momento. Foi uma música em que consegui 'vomitar' tudo o que estava pensando e transformar isso numa letra sincera".
Casado com a modelo Isabeli Fontana, Di também revela que o relacionamento inspirou uma das canções, a "Então Volta", escrita durante um período em que o casal ficou distante por conta de compromissos profissionais. "Eu estava viajando, ela também, e ficamos uns dois meses longe um do outro. Aí você chega em casa, vê umas roupas dela jogadas, sente o cheiro… Eu não sabia exatamente o que escrever, comecei a colocar aquilo no papel e a música surgiu", recorda.
Depois de mais de duas décadas de carreira, o artista afirma que passou a enxergar o sucesso de outra forma. "Hoje, sucesso para mim é conseguir ter tempo para ficar com meus amigos e continuar fazendo o que eu amo. Esse é o meu grande sonho: continuar vivendo de música".
Entre as inéditas, ele destaca "Cuida" como uma das composições mais intensas do disco. "Acho que ela é a mais densa e profunda. Nela consegui colocar exatamente o que estava sentindo naquele momento. Foi uma música em que consegui 'vomitar' tudo o que estava pensando e transformar isso numa letra sincera".
Casado com a modelo Isabeli Fontana, Di também revela que o relacionamento inspirou uma das canções, a "Então Volta", escrita durante um período em que o casal ficou distante por conta de compromissos profissionais. "Eu estava viajando, ela também, e ficamos uns dois meses longe um do outro. Aí você chega em casa, vê umas roupas dela jogadas, sente o cheiro… Eu não sabia exatamente o que escrever, comecei a colocar aquilo no papel e a música surgiu", recorda.
Depois de mais de duas décadas de carreira, o artista afirma que passou a enxergar o sucesso de outra forma. "Hoje, sucesso para mim é conseguir ter tempo para ficar com meus amigos e continuar fazendo o que eu amo. Esse é o meu grande sonho: continuar vivendo de música".
Show no Rock in Rio e futuro do NX
Di Ferrero se apresenta no Rock in Rio no dia 4 de setembro, no Palco Sunset, mesma noite em que o Foo Fighters lidera o line-up do festival. O cantor confirma que já prepara um show especial para o evento. A proposta é unir músicas da carreira solo, sucessos do NX Zero e versões inéditas no palco.
"Eu sempre penso como fã também. Se eu vou a um show do Foo Fighters, por exemplo, quero ouvir 'Everlong'. Se eles não tocarem, vou ficar bravo (risos). Então tento fazer isso nos meus shows: tocar as músicas novas, os clássicos e até algumas faixas menos conhecidas que eu gosto muito", diz.
Mesmo focado na carreira solo, ele não descarta um novo reencontro com o NX no futuro. "Acho que sim. Não vejo motivo para não acontecer, mas precisa ser no momento certo para todo mundo da banda. Não existe nada combinado nem conversado oficialmente, mas acredito que em algum momento vai acontecer", acredita o cantor.
Di Ferrero se apresenta no Rock in Rio no dia 4 de setembro, no Palco Sunset, mesma noite em que o Foo Fighters lidera o line-up do festival. O cantor confirma que já prepara um show especial para o evento. A proposta é unir músicas da carreira solo, sucessos do NX Zero e versões inéditas no palco.
"Eu sempre penso como fã também. Se eu vou a um show do Foo Fighters, por exemplo, quero ouvir 'Everlong'. Se eles não tocarem, vou ficar bravo (risos). Então tento fazer isso nos meus shows: tocar as músicas novas, os clássicos e até algumas faixas menos conhecidas que eu gosto muito", diz.
Mesmo focado na carreira solo, ele não descarta um novo reencontro com o NX no futuro. "Acho que sim. Não vejo motivo para não acontecer, mas precisa ser no momento certo para todo mundo da banda. Não existe nada combinado nem conversado oficialmente, mas acredito que em algum momento vai acontecer", acredita o cantor.




