'Fui em lanchonetes observar o comportamento dos obesos', diz Vera Holtz

Atriz, que viverá a Dona Redonda de 'Saramandaia',usa próteses nas pernas, braços e no rosto para compor personagem

Por tabata.uchoa

Vera Holtz viverá a Dona Redonda em 'Saramandaia'Divulgação

Rio - Quando se olha no espelho, Vera Holtz enxerga uma obesa mórbida de 250 kg. A atriz precisa de concentração até para se acostumar com a maquiagem pesada e as próteses que carrega nas pernas, nos braços e no rosto, após quatro horas de caracterização para encarnar Dona Redonda, do remake de ‘Saramandaia’, que estreia dia 24, às 23h.

“Fico parada, tranquila, zen. Tenho que me acostumar com o tamanho da Redonda”, conta Vera, que esteve nos Estados Unidos no início deste ano para entender como vivem aqueles que têm compulsão alimentar. “Fui nessas lanchonetes de fast-food observar o comportamento dos obesos. Enquanto eles comiam sanduíches enormes com sagacidade, eu mandava beijos”, lembra.

Ao contrário de milhões de pessoas que brigam com a balança, Dona Redonda não está nem aí para seus (muitos) quilos a mais. Seu marido, Encolheu (Matheus Nachtergaele), inclusive a incentiva na comilança. “Ele adora o ‘corpinho’ dela. E a Redonda também adora seu pequenininho. É um fogo sem fim”, diverte-se. A tão comentada explosão da personagem, no entanto, deve colocar fim na paixão do casal. “Ele ficará muito triste com a morte trágica da Redonda, mas receberá um novo amor”, adianta Matheus, sem revelar quando a cena irá ao ar.

Diferentemente de Wilza Carla — intérprete de Dona Redonda na primeira versão da novela, em 1976 —, que sofria de obesidade, Vera tem alguns cuidados com a alimentação. “Tão grande quanto a minha boca é a minha extroversão. Adoro cupcakes. Mas tenho uma preocupação com a saúde. Com 60 anos, a vida começa a lhe impor alguns limites”, explica. Ser chamada de Redonda nas ruas não será um problema para a atriz. “Já fui alcoólatra, quando interpretei a Santana (em ‘Mulheres Apaixonadas’, 2003), agora sou a Redonda. Acho engraçado. Nas ruas, ainda me chamam de Mãe Lucinda (‘Avenida Brasil’, 2012), pedem a bênção, querem deitar no meu colo. E a obesidade precisa ser discutida, é algo sério. Espero contribuir”.

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