Miguel Falabella prepara mais 13 episódios de ‘Pé na Cova’

Criador e protagonista da série ele diz que 'a classe D se vê naquela gente'

Por daniela.lima

Rio - Com o início das gravações da segunda temporada de ‘Pé na Cova’ previsto para agosto, Miguel Falabella só tem defunto em mente. Tudo porque ele quer produzir uma nova safra de 13 episódios ainda melhor do que a primeira. Criador e protagonista da série, o ator está satisfeito com a audiência atual — em torno dos 14 pontos —, mas acha que o programa ainda é incompreendido por fazer humor com a morte. 

Miguel Falabella prepara mais 13 episódios de ‘Pé na Cova’ Divulgação


“Eu adoro, acho que é um programa diferenciado. Mas tenho certeza de que ele será mais entendido daqui a alguns anos”, avalia Miguel, acrescentando que o elenco e a direção ainda vão se reunir para traçar a nova temporada, com estreia prevista para o fim de outubro, na Globo, após o término da novela das 23h, ‘Saramandaia’.

Na pele de Ruço, dono de uma funerária no Irajá e chefe da excêntrica família Pereira, que fala tudo errado e demonstra grande ignorância sobre qualquer assunto em geral, Miguel Falabella acredita que o seriado é um retrato fiel do povo brasileiro nos dias de hoje.

“A classe D se vê naquela gente. Eles (os personagens) são os invisíveis, que são a grande massa desse país. Eles não sabem nada! Coitadinhos... Não têm acesso a nada, são de uma ignorância profunda. Na verdade, é um retrato do país. É só entrar na internet e ver como as pessoas escrevem. Você vê como elas escrevem e fala: ‘Meu Deus do céu. O que é isso?’”, diz o ator.

É por essas e outras que Falabella não se surpreendeu com o sucesso do programa. “Acho que ele tem vários níveis de leitura, agrada a várias categorias e classes sociais”, resume.

Além da segunda temporada de ‘Pé na Cova’, ele já está escrevendo o projeto de uma nova novela das 19h da Globo e gravou quatro episódios inéditos do ‘Sai de Baixo’ para o canal por assinatura Viva. Apesar de tanto trabalho, o ator, que sempre declarou dormir muito pouco, garante que tem tirado, em média, umas cinco ou seis horas de soneca por dia.

“Não preciso de muito sono. Meu organismo não precisa de muito, não sou daquelas pessoas que dorme até meio-dia, não consigo. No máximo, se for dormir muito tarde, acordo às 9h30. Mas não passo disso. Geralmente, me levanto às 6h30, 7h. É o horário em que escrevo melhor, que estou mais produtivo”, conta.

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