Personagem homofóbico entra em ação na trama 'Império'

Enrico é impedido pela mãe, Beatriz, de discriminar casal em seu restaurante

Por clarissa.sardenberg

Rio - Cláudio Bolgari (José Mayer) que se prepare. Quando for divulgado que ele é amante de Leonardo (Klebber Toledo), o primeiro a discriminá-lo será seu próprio filho, Enrico (Joaquim Lopes), que, mal sabe ele, é homofóbico. Na sequência de ‘Império’, a partir do dia 23, os telespectadores ficarão sabendo que Enrico não admite que pessoas do mesmo sexo tenham uma relação amorosa e muito menos que exponham suas carícias em público.

Enrico (Joaquim Lopes) Paulo Belote / TV Globo

Tudo acontecerá no restaurante de Enrico, durante um jantar com o pai, a mãe Beatriz (Suzy Rego) e a irmã Bianca (Juliana Boller). Na mesa ao lado, um casal de moças flerta. Enrico se incomoda. A família elogia a comida e o chef de cozinha diz, olhando as mulheres: “Um lugar onde tem família, crianças. É muita falta de vergonha na cara.” Beatriz pergunta o que houve, ele retruca: “Essas sapatas aí do lado.” Eles olham, uma das moças pega na mão da outra e beija. Enrico: “Coisa mais nojenta.” Cláudio e Beatriz gelam. Bianca diz que não acha nada demais e Enrico reclama com os pais:“E vocês deixam a Bianca dizer que uma pouca vergonha dessas é uma boa? Se fosse minha filha, eu proibia.” Cláudio argumenta que o mundo está mudando com relação a essas questões, mas Enrico não admite: “Que mudem os outros. Essa intimidade me dá engulhos. Duas pessoas do mesmo sexo? Perdi até a fome.”

Enrico olha e vê uma das moças passando a mão no rosto da outra: “Vou lá falar com elas. Tão passando do limite.” A mãe não deixa. Enrico questiona: “Por quê? É meu restaurante. Daqui a pouco, elas se beijam na frente de todo mundo?” Beatriz afirma: “Se elas fizessem isso não teria nada demais.” Enrico: “Mãe! Quer bancar a moderninha, é?” A matriarca alerta: “Discriminação sexual é crime. Você vai ficar muito mal visto se tomar uma atitude dessas.” Ele: “Tá bom. Eu é que sou o careta. Esse mundo tá de cabeça virada. Não sei onde isso vai acabar.” Beatriz bota a mão sobre a de Cláudio, como se o protegesse do filho.

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