Ator Paulo Leal cumpre dupla função: Médico e palhaço em 'Chiquititas'

'O Fernando é um homem de bem que meteu os pés pelas mãos por amor', revela o artista sobre o seu personagem

Por nicolas.satriano

Ator curte o retorno sincero do público infantilLourival Ribeiro / SBT / Divulgação

Rio - O lugar onde Paulo Leal, o Fernando de ‘Chiquititas’, está todas as noites tem um certo ar de picadeiro. Na novela do SBT, além de trabalhar prioritariamente com crianças e para crianças, o ator, de 30 anos, faz um médico que se veste de palhaço para alegrar seus pacientes.

Nem o traço de melancolia comum aos artistas que pintam o rosto para fazer graça escapa ao personagem, que nutre um amor não correspondido por Carol (Manuela do Monte), a diretora do orfanato Raio de Luz. Fora do hospital-circo, nem tudo são flores. “O Fernando é um homem de bem que meteu os pés pelas mãos por amor. Ele foi capaz de fazer coisas graves, como falsificar um DNA, mas não é um vilão, é um ser humano. Todo mundo faz besteira na vida. Só que o Fernando passou dos limites”, analisa.

Nas ruas, os efeitos dos erros do personagem já são sentidos por Paulo. “Antes de o Fernando aprontar com a Carol, as crianças corriam na minha direção com os braços abertos e me davam um abraço bem apertado. Agora, elas até me abraçam, mas com um olhar desconfiado”, observa.

Paulo é um estreante em trabalhos com pegada infantil. Mas, apesar de ainda não ter filhos, esse universo não é nada distante dele. “Além de gostar muito de criança, tenho uma irmã de 9 anos, a Mariah. Outro dia, ela me disse que eu sou muito carismático (risos).

Nem sei se ela sabe exatamente o que quer dizer isso, mas ela é minha fã e deve ter noção de que é um elogio”, acredita. Ser pai está nos planos de Paulo Leal, que namora há quatro anos a atriz Graziella Schmitt. “A gente quer ter filhos, claro. Quero tudo com essa moça”, declara-se. Oficializar a união também é um projeto do casal. “Vamos nos casar, mas tudo tem seu tempo. Por enquanto, é um namoramento (risos). Moramos juntos, estamos reformando a nossa casa, e vai chegar o momento de assinar o papel”, planeja.

Os atores, que se conheceram quando fizeram irmãos em ‘Amor e Revolução’ (2011), do SBT, pensam também em voltar a dividir a cena. “A gente quer trabalhar junto novamente, mas não como irmãos. Já mudamos o grau de parentesco (risos)”, brinca.

Paulo pode não ter ideia de quando voltará a trabalhar com a mulher, mas já desenhou os próximos passos da sua carreira. Agora que as gravações de ‘Chiquititas’, que termina em julho, já chegaram ao fim, ele abriu mão das férias para se dedicar à sétima arte. “Estou rodando um curta e finalizando o roteiro de um outro em que também vou dirigir e atuar.

Quero muito relatar a história de dois amigos que foram vítimas do HIV porque não quiseram se tratar. O preconceito é tão perigoso que eles se destruíram por não aceitar a doença. Estou fazendo esse filme sem pressa, porque tenho muito respeito por esses dois amigos e por todos que estão vivendo essa situação.”

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia