TV Brasil apresenta show de Elza Soares no Festival Latinidades

Emissora traz o espetáculo 'A Voz e a Máquina' realizado esta semana após estreia da cinebiografia da cantora

Por daniela.lima

Emissora vai apresentar o espetáculo 'A Voz e a Máquina'Divulgação

Rio - Com sua voz inconfundível, Elza Soares ainda hipnotiza o público nos palcos. Para celebrar a diva, uma das homenageadas da oitava edição do Festival Latinidades, a TV Brasil exibe o show “A Voz e a Máquina” neste sábado, às 22h40.

A apresentação da cantora foi gravada na abertura do evento na última quarta-feira. A performance especial de Elza fechou o primeiro dia do festival no Cine Brasília logo após a estreia do documentário "My Name Is Now" sobre a vida e a carreira da artista.

"Quantas Elzas existem por aí? Mas, eu resisto à dor, à pancada, ao desafio, às humilhações. Preconceito? Será que você também acreditava que eu chegaria onde cheguei? Será? Que para chegar ao ponto em que cheguei, como lutei. Negra, mulher, pobre....", revela Elza em uma das passagens do filme. Além da voz marcante que a consagrou na MPB, a artista se destaca na luta por igualdade e liberdade.

Embalada pelo clima do evento dedicado à Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que tem seu dia justamente comemorado neste sábado, Elza canta acompanhada pelos arranjos e as batidas eletrônicas do DJ Ricardo Muralha. Mostrando-se conectada ao contemporâneo, Elza mistura o samba com house e techno.

No repertório, a cantora resgata canções tradicionais como "Cálice" (Chico Buarque), "Brasil" (Cazuza), "Chega de Saudade" (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), "Paciência" (Lenine), "Odara" (Caetano Veloso) e "Você abusou" (Antônio Carlos & Jocafi).

Responsável pela missão de registrar este momento para os telespectadores, o diretor Ricardo Barros lembra que a ideia foi mostrar a íntegra do espetáculo, em ângulos que favoreçam captar a essência de uma musa em cena. "O repertório conta com mais de vinte músicas e passeia por vários estilos", explica.

Além do suingue e do timbre característico, o show é talhado à alma artística multifacetada da intérprete, que assim se define: "sou negra, índia. Sou samba, jazz, blues, funk, rock in roll, bossa, rap, soul, choro, sou punk. Sou claro. Sou escuro. Sou o sagrado. Sou o profano. Bendita. Maldita. Sou tudo. Sou nada. Sou Elza. Elza eu sou".

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