Nova vinheta Globeleza traz Érika Moura e personagens típicos da folia do país

Pluralidade continua vigorando na vinheta de 2019

Por RICARDO SCHOTT

Erika com dançarinos e figurinos da vinheta 2019
Erika com dançarinos e figurinos da vinheta 2019 -

Rio - Representante do Carnaval Globeleza, Erika Moura está no posto desde 2015. E pegou uma época de mudanças na vinheta da Globo que reestreou ontem, no intervalo do 'Fantástico'. A "mulata Globeleza" (nome geralmente dado à produção) sempre se caracterizou por modelos sambando, com purpurina, maquiagem, tapa-sexo e pouca roupa. De 2017 para cá, a tônica tem sido a pluralidade cultural, sem pintura corporal e sem nudez.

Na vinheta de 2019, a pluralidade continua vigorando. Erika usou sete figurinos diferentes para revelar um pouco de cada cultura carnavalesca, e passeou por espaços que mostram as diversas manifestações culturais do Brasil, com passistas, baianas, Rei Momo, pernaltas, bate-bola, bonecos de Olinda, caboclo e vaqueiro.

"Ao contrário de anos anteriores, quando só a dança tinha protagonismo, desta vez as pessoas também cantam e tocam", explica Alexandre Romano, diretor de arte da Comunicação da Globo, responsável pela concepção do filme, que passa a ser exibido pela Globo nos intervalos.

"Foi muito gratificante participar de todas essas mudanças. E eu nunca vi a Globeleza como um 'nu', sempre vi como nu artístico. Venho do meio da dança, sempre vi o corpo como uma forma de arte", conta Erika, que sempre acompanhou a vinheta pela TV quando criança e adolescente. E sempre adorou Carnaval.

"Eu nem sonhava em estar no papel da mulata Globeleza, mas em me envolver com a festa de alguma forma. Mas adorava a Valéria Valenssa (principal ocupante do posto), lembro de um Carnaval em que ela apareceu grávida!", recorda a garota de 24 anos.

OUTRO CONCEITO

Erika resolveu se candidatar ao posto de garota Globeleza quando seu primo ficou sabendo que estava havendo seleção, e a avisou.

"Eu tinha acabado de chegar de uma temporada fora do país. Estava mostrando nosso Carnaval lá fora. Fui fazer a seleção, passei por algumas etapas e consegui entrar!", recorda a paulistana, feliz com os quatro anos (e cinco vinhetas) à frente do cargo. "A nova vinheta mostra lados diferentes do Carnaval. É outro conceito em relação a mostrar o corpo, em relação a não mostrar só escola de samba".

PREPARAÇÃO

Formada em Educação Física ("mas tenho só a licenciatura, vou concluir o bacharelado", conta), Erika já tem um dia a dia de muita ação: faz treinamento funcional quatro vezes por semana. Chegando perto da gravação da vinheta, ela corta frituras e doces. "Mas é porque meu rosto fica todo empipocado de espinhas", conta. E dá nervosismo perto da estreia na TV?

"Sim, fico muito nervosa, todos os anos. A gente fica esperando que seja tão bom quanto no ano passado. Eu apago as críticas negativas, sempre pego o lado da crítica positiva. Mas essa, de 2019, eu já sabia que ia ser maravilhosa. Amei fazer tudo", alegra-se.

SERTANEJO

Erika, claro, adora samba. Mas é apaixonada por sertanejo. "Se bem que minha banda preferida é o Sorriso Maroto!", conta, rindo. Também gosta da mistura dos festivais Villa Mix, onde tem "samba, sertanejo, tecnobrega. É tudo miscigenado e nem tem como confundir. Vou às vezes nas baladas deles", conta.

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