Vilão de 'Topíssima', Bruno Guedes conta mitos e verdades sobre a carreira de ator

Artista interpreta Edison na novela da Record TV

Por O Dia

Bruno Guedes como Edison em 'Topíssima'
Bruno Guedes como Edison em 'Topíssima' -
Rio - Estar na frente das câmeras e sob os holofotes da grande mídia é algo que pode parecer ideal e bastante encantador para quem sonha em ter uma vida como ator ou atriz, principalmente, para aqueles que desejam alcançar o estrelato.

Porém, o que muitos não sabem é que essa profissão não é sinônimo apenas de glamour, fama e grande visibilidade na televisão e na internet. Para conseguir o verdadeiro reconhecimento, os artistas costumam passar por uma rotina atribulada de cursos de teatro, aulas de música e, muitas vezes, enfrentam a distância da família.

Por isso, o ator de teatro e de televisão Bruno Guedes, que interpreta o traficante Edison na novela Topíssima da Record TV, desmistificou a visão que o público tem sobre a vida e a carreira de ator.

“É o sonho de qualquer criança e adolescente trabalhar na televisão para ficar famoso, mas muitos não sabem metade do caminho que temos que percorrer pra, enfim, vivermos da nossa profissão”, contou.

Para ele, é triste ver que a carreira como ator ou atriz anda tão glamourizada mas, ao mesmo tempo, tão banalizada para quem não faz parte do sistema.

“Antes de participar da primeira novela em rede nacional, eu já havia feito peças teatrais, campanhas publicitárias e, ainda assim, quando dizia que era ator, a única pergunta que me faziam era ‘qual novela você já fez?’. Existem atores de teatro que ganham mais e têm mais prestígio que muitos outros de televisão, por exemplo”, afirmou.

Mitos

Para Bruno, um dos mitos que circundam a carreira no meio artístico é a certeza de alcançar o sucesso após a participação em uma novela.

“Com a descentralização do poder das mídias tradicionais, o grande público foi migrando para a rede de streaming e, com isso, as novelas perderam força. O que significa que elas dão menos ibope hoje em dia do que antigamente”, ressaltou.

Outro erro que tendem a cometer é definir uma idade ideal para ingressar no meio.
“Essa profissão me inspira a cada dia e toda produção audiovisual ou teatral precisa de um elenco com as mais variadas idades e perfis”, disse.

Verdades

Bruno Guedes também contou que o argumento sobre a necessidade de estar constantemente estudando e se atualizando é totalmente verídico, já que o registro para atuar, conhecido como DRT, não garante um lugar ao sol.

“O trabalho do ator é em tempo integral, seja lendo, assistindo ou observando. Estudar o comportamento humano e todas as relações interpessoais existentes no mundo é fundamental para a construção de novos personagens”.

Além disso, é preciso ser muito focado e obstinado, porque nessa carreira, os profissionais enfrentam muitas respostas negativas até alcançarem uma aprovação.

“Não é porque você não foi aprovado em um teste que não é capaz de interpretar o personagem. Outras questões são levadas em consideração na hora de escalar um elenco. É uma profissão onde batemos muito na trave (fazendo testes) e isso não pode nos desanimar”.
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