Luciano Huck no quadro ’Lar Doce Lar’TV Globo / Divulgação
“Ontem iniciei um novo ciclo. Acho que há uma certa simbologia em começar um novo ciclo profissional aos 50 anos e em um momento em que o país precisa colar os cacos depois de um ano tão difícil. Poder ter a força da televisão aberta – que é quem, mesmo com toda a tecnologia, ainda fala verdadeiramente com 210 milhões de pessoas – para se conectar com as pessoas e dar protagonismo a elas, mostrar assim um lado bom do brasileiro, resgatar a autoestima e esperança, sem perder a diversão, a emoção e a inspiração que eu sempre trouxe para a televisão… Acho que é um privilégio e um momento para ser levado a sério. Momento de muito trabalho, de muita criatividade e de muita conexão com a realidade”.
O apresentador destaca que essas duas décadas à frente do “Caldeirão” e o contato mais próximo com as famílias brasileiras o transformaram em uma pessoa melhor. “Quem me acompanhou nos últimos 21 anos aos sábados, na TV Globo, talvez tenha tido a impressão de que a gente [eu e o programa] é que estava impactando a vida das pessoas de alguma forma, realizando sonhos. Mas eu tenho bastante segurança para dizer que o rio corre em direção oposta”, garante.
“O impactado e transformado nesses anos todos fui eu. Esse banho de realidade que eu levei ao ter o privilégio de entrar na casa das pessoas, trocando ideias, me fez um brasileiro melhor, um pai melhor, um filho melhor, um marido melhor. Então, eu devo muito a esses 21 anos na televisão e, principalmente, às pessoas que compartilharam as suas histórias comigo. Foi a coisa mais transformadora na minha vida até hoje”.
Feliz com o primeiro “Domingão”
O primeiro “Domingão com Huck” uniu quadros consagrados da antiga versão do programa com quadros do “Caldeirão” e teve uma enorme repercussão nas redes sociais. As cantoras Glória Groove e Margareth Menezes arrasaram no “Show dos Famosos”, característico do antigo “Domingão”. Mas o programa também contou com o quadro “Quem Quer Ser Um Milionário?”, game-show que antes fazia parte do “Caldeirão”. Luciano explica que a intenção é levar o melhor para o telespectador e “reverenciar” seus antecessores.
“A gente juntou as equipes do ‘Domingão’ e do ‘Caldeirão’. E acho importante falar isso porque o domingo é um dia sagrado para as famílias. É o dia em que todos se reúnem na frente da televisão. Por isso, a gente precisa reverenciar quem veio antes de nós neste horário. Dos ‘Trapalhões’ ao Silvio Santos, mas especialmente o Fausto Silva”, diz o apresentador, que é só elogios para Faustão.
“Além de um amigo, ele sempre foi uma referência e uma inspiração. O meu papel é seguir essa trilha de sucesso, mas ‘atualizando o software’, porque o mundo está mudando e isso é necessário. Televisão se faz em equipe. Então, eu uni a minha equipe, que está comigo há muito tempo, e parte da equipe do ‘Domingão’, que conhece muito o horário, tem experiência e sempre fez um trabalho muito bom”, pontua Huck, que também fala sobre a escolha do nome do programa.
“Ser o ‘Domingão com Huck’ e não ‘do Huck’ foi uma decisão pensada. Eu não queria que fosse um programa meu. É um programa nosso, um programa com o Luciano, com a Laura, com a Bárbara, com o João, com a Ana, com todo mundo. É um programa feito para que as pessoas se enxerguem nele. Os grandes protagonistas do ‘Domingão’ são os brasileiros em todos os seus recortes do país”.
Agora que o programa já estreou, Luciano Huck está feliz com o resultado e espera continuar fazendo um bom trabalho. “Acho que o ‘Domingão’ manteve a vocação de emocionar e divertir as pessoas nas tardes de domingo. Foi um programa solar. Eu valorizo muito a minha família, então também valorizo o momento em que as pessoas estão do outro lado da tela junto com as famílias delas”, garante. “Por isso, tivemos um programa alegre, divertido, bem-humorado, mas que não se furtou de ser um espaço para contribuir com a construção de um futuro melhor”.
Relembre a trajetória de Luciano Huck:
Luciano Huck nasceu no dia 3 de setembro de 1971 em São Paulo. O apresentador estagiou em agências de publicidade quando mais jovem e, em 1995, a coluna “Circulando”, que Luciano assinava no “Jornal da Tarde”, foi transformada em programa na “TV Gazeta”.
Em 1996, Luciano Huck estreou na Band, comandando o programa “H”, onde ficou por três anos. Foi no “H” que o apresentador criou personagens como a Tiazinha, vivida por Suzana Alves, e a Feiticeira, vivida por Joana Prado.
No dia 8 de abril de 2000, o apresentador fez sua estreia na Globo com o “Caldeirão do Huck”, onde permaneceu por 21 anos. Neste meio tempo, em 2004, casou-se com a apresentadora Angélica, com quem tem três filhos: Joaquim, Benício e Eva. Por muito tempo, o casal dividiu as tardes de sábado na Globo, com Angélica à frente do “Estrelas” e Luciano com o “Caldeirão”.
No “Caldeirão”, Luciano Huck teve inúmeros quadros famosos como é o caso do “Agora ou Nunca”, “Lar Doce Lar”, “Lata Velha”,”Visitando o Passado”, “Soletrando”, “The Wall” e “Quem Quer Ser Um Milionário?”.
Em 2017, começaram especulações de que Luciano Huck seria candidato à Presidência da República e o nome do apresentador chegou a ser incluído em várias pesquisas de opinião. Huck participou de encontros com alguns nomes de partidos, mas nunca afirmou publicamente que seria candidato.













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