Gilberto Gil durante o 'Saia Justa', do GNTReprodução de vídeo
Publicado 06/08/2026 06:52
Rio - Gilberto Gil participou do programa "Saia Justa", do GNT, exibido nesta quarta-feira (5), em homenagem ao dia dos pais. No programa, o cantor falou sobre a série "Meu Nome é Preta", do Globoplay, que revisita a história da artista a partir do olhar daqueles que compartilharam sua vida, e mencionou o carinho que recebe desde a morte da filha, no ano passado, em decorrência de complicações do câncer. 
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"Esse entusiasmo natural, espontâneo, que ela provocou nas pessoas e continua provocando. É extraordinário depois de um ano que ela se foi e ainda tanta coisa", disse o artista. "Tem gente que diz: 'Já passou o tempo, mas deixa eu me solidarizar com você pela sua dor, seu sentimento'. Isso ainda agora há pouco. Semana passada encontrei gente em vários lugares ainda vindo dar as condolências, todo mundo condoído pela perda dela. Preta era muito exuberante", completou.
Gil também mencionou a liberdade que deu aos filhos na criação deles. "Esse traço (liberdade na criação) é da minha própria geração, aquela coisa do hippie (risos), o cultivo das novas liberdades e tudo mais, isso se reflete no núcleo básico que é o de casa, da família. Então, criar os filhos sempre foi, para mim, uma maneira de reproduzir um desejo meu de abertura, de liberdade, do lado transgressor necessário, mas também o lado disciplinar necessário, esse jogo, esse diálogo de pegar os parafusos e a chave de fenda e afrouxar".
Casamento com Flora Gil
A união de mais de 40 anos com Flora foi exaltada por Gil, que se derreteu pela mulher. "A capacidade de estender o amor que ela tem e conseguiu fazer isso com a família toda, abraçou todo mundo, os meninos e as meninas que eu já tinha. Mãe, irmã de todos os nós, de todas as outras mães e minha. E é um motorzinho, faz a coisa andar."
Relação como divino
Na entrevista, Gil refletiu sobre sofrimento e fé ao ser questionado pela filha, Bela, sobre a canção "Se Eu Quiser Falar com Deus". "O sofrimento faz parte da vida. Existem várias religiões, os sistemas filosóficos que tentam dar conta desse sentido da dor. O sofrimento é o grande desafio para o sentido transformador que o indivíduo, que o ser humano tem que adotar. É transmutação permanente, o sofrimento é como se fosse o combustível que vai movendo o carro e o prazer é o descortínio da janela desse carro, a paisagem que vai ficando para trás. A dor ensina."
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