Única escola de bartenders com reconhecimento internacional no país coloca 300 profissionais no mercado de trabalho por ano
Por gabriela.mattos
Rio - O Michel Almeida trabalhava como garçom em cruzeiros que rodam o mundo inteiro. Recebia, em média, US$ 1,6 mil por mês (R$ 5.560, de acordo com a cotação da moeda na última sexta-feira). Depois de se especializar como bartender, sua remuneração mensal dobrou, entre salário e gorjetas. Nívea Lúcia do Carmo fazia ‘bicos’ como garçonete, recepcionista de eventos, secretária e babá. Hoje, é consultora e responsável pelo bar de um restaurante de luxo em Santa Teresa. São exemplos de ex-alunos da Escola Shake Rio, especializada no treinamento de profissionais na área de bebidas e uma das pioneiras em coquetelaria no país.
A escola é a única no Brasil reconhecida pelo sistema de graduação internacional do World Flair Association, a associação mundial de bartenders, com certificado válido em mais de 90 países. E volta a abrir turmas a partir de janeiro, em uma área carente de mão de obra especializada, onde o conhecimento pode garantir boas oportunidades de trabalho.
Mixólogo Walter Garin%2C que auxilia aluno na preparação de bebida%2C idealizou o cursoDivulgação
A remuneração inicial nessa área não é das melhores. De acordo com o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), o piso da categoria é de R$ 1.060. Mas a qualificação garante vagas em hotéis e restaurantes de luxo, onde o salário pode chegar a R$ 8 mil.
No Rio, há mais de 400 bartenders em atividade. Mas o mercado de trabalho pode ser mais promissor para quem trabalha fora do país ou em cruzeiros, como Michel Almeida, citado no começo da reportagem. Aos 24 anos, ele passou oito meses servindo drinks para gringos em alto-mar. “ Preparar um drink é criar um show. Quanto mais malabarismo você fizer, maior vai ser a gorjeta. Quando alguém chega no bar e fala que gosta de vodka com algo doce, já penso em pelo menos cinco coquetéis para oferecer. Hoje, tenho uma bagagem e um conhecimento. Isso atrai o cliente”, garante.
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Os cursos na escola Shake Rio se intensificaram nos últimos seis anos. De lá para cá, forma 300 profissionais por ano. A iniciativa foi idealizada pelo mixólogo Walter Garin. Ele é embaixador da World Flair Association na América Latina e tem mais de 30 cursos de bar no currículo, feitos no Exterior ao longo de 25 anos na área.
As aulas ocorrem numa sala comercial no Centro do Rio, com mais de 350 garrafas de destilados do mundo à disposição dos alunos. “Todos os nossos cursos têm aulas teóricas e práticas. Tenho ex-alunos trabalhando em bares de todo o país”, afirma Walter, o responsável por transmitir conhecimento numa área em expansão.
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Curso
Bartender 1
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Dias 9, 14 e 25 de janeiro
Processo de fabricação de bebidas, técnicas de serviço, noções básicas de mixologia e técnicas de velocidade.
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Nível 2
Curso com cinco aulas de três horas cada.
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Ensina a trabalhar com até quatro garrafas ao mesmo tempo. Treinamento de velocidade nos cocktails. Até cinco servidas diferentes com uma mão.
Flairbartending
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Curso personalizado, seis aulas de três horas cada.
Mixologia Básica
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Cinco aulas de três horas cada. História da mixologia, preparação com xaropes, frutas e especiarias. Gelo: tipos e produção. Como criar cocktails próprios.
Molecular
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Material para aplicar técnicas. Gelatina, espumas, creme de leite.
?Contatos
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Há cursos personalizados, para alunos de fora do Rio. Contatos pelo telefone 2524-4971 ou no e-mail shake@shake-rj.com