O projeto conta com exibição de documentários, palestras e apresentações de espetáculos teatrais e musicais formados por egressos de medidas socioeducativas  - Divulgação
O projeto conta com exibição de documentários, palestras e apresentações de espetáculos teatrais e musicais formados por egressos de medidas socioeducativas Divulgação
Por O Dia

Rio - Para ajudar crianças e jovens que vivem em situação de risco na Ladeira dos Tabajaras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a cineasta Nubia Santana, de 40 anos, criou o Projeto Nota 10, com atividades como grafite, música e teatro.

"O objetivo é oferecer uma nova perspectiva na vida dessa garotada", explica a cineasta. "Com isso, os jovens do projeto têm a chance de se ver inseridos no mercado de trabalho", acrescenta.

As ações do projeto, que também são realizadas no Distrito Federal e no sertão de Pernambuco, estão ligadas ao enfrentamento da violência e do universo das drogas. 

A cineasta diz que o projeto entrou na sua vida, no ano de 2009, num momento crucial. "Quando filmei o documentário Pra Ficar de Boa, percebi a urgência de ajudar esses jovens. Nesse sentido, esse trabalho me trouxe autoconhecimento, disciplina e, acima de tudo, responsabilidade, como também transformação na forma de pensar, de me relacionar e de viver”. 

O Nota 10, que foi selecionado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) como modelo no desempenho de prevenção e combate à violência no Brasil, conta hoje com um conjunto de 80 ações culturais, como a exibição de filmes documentários, palestras, apresentação de espetáculos teatrais e musicais formados por egressos de medidas socioeducativas. 

"Atendemos mais de 32 mil pessoas, incluindo internos das unidades socioeducativas e alunos do ensino médio de escolas públicas", explica Nubia. 

Aos jovens são oferecidos também aulas de rap e funk, além de percussão.

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