Abono do PIS pode acabar

As recomendações são do Ministério da Fazenda como forma de controlar os gastos públicos

Por O Dia

Rio - Os trabalhadores poderão perder o abono do PIS e o salário mínimo ter a política de correção, que garante aumento acima da inflação, revista. As recomendações são do Ministério da Fazenda como forma de controlar os gastos públicos. As indicações do governo Temer são direcionadas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.

A pasta recomenda a redução de privilégios e de incentivos fiscais e revisão de gastos com o funcionalismo. Para a Fazenda, o mínimo, cuja política de reajuste será substituída em 2020, deve ser compatível com salários do setor privado. Desde 2011, é reajustado pela inflação dos 12 meses anteriores (INPC), mais a variação do PIB de dois anos antes.

O abono do PIS deve ser extinto. A pasta acha que não atende à população pobre, mas a empregados com carteira assinada. É pago a quem recebe até dois mínimos. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e a pessoas com deficiência, também deve ser revisto por ser menos eficaz que o Bolsa Família na redução da pobreza.

A Fazenda propõe reformar o FGTS para usar mais os recursos e financiar parcialmente o seguro-desemprego, aumentar a rentabilidade das contas e ter mais participação nos lucros.

 

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