Varejo faz reivindicações ao futuro governo federal

Setor quer reforma tributária e regras iguais para desoneração

Por O Dia

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Executivos de grandes redes de varejo do país, representadas pelo Instituto para Desenvolvimento do setor (IDV), se reuniram ontem, com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e discutiram temas como a reforma tributária, a lei trabalhista e concessão de crédito. O presidente do IDV e sócio da rede de drogarias RD (Raia Drogasil), Antonio Carlos Pipponzi, destacou que, no tema tributário, o esforço é para aumentar a base de arrecadação de forma que as receitas cresçam sem que a carga de impostos seja elevada.

Para isso, uma das bandeiras do IDV - e que, segundo o presidente da entidade, também é preocupação do futuro governo - se refere ao combate à informalidade na economia. O executivo afirmou ainda que outro assunto foi desoneração de mão de obra, defendida pela equipe econômica do próximo governo.

Para Pipponzi, ela deve ser feita "com regras iguais para todos", sem que sejam escolhidos alguns setores para receberem o benefício.

Segundo a Agência Estadão Conteúdo, o acesso ao crédito mais barato também faz parte da pauta que o IDV pretende tratar com o governo Bolsonaro. A entidade tem participado de conversas envolvendo mudanças nos meios de pagamento, como o debate que levou à redução nas tarifas com operações em cartão de débito.

ANTIGA DEMANDA do setor

Uma antiga demanda do setor de varejo é a redução do prazo de recebimento das vendas no cartão de crédito. O atual é de 30 dias, em média, muito embora tenha crescido no mercado a oferta da possibilidade de recebimento em dois dias.

Uma próxima reunião de Paulo Guedes com o IDV foi agendada para o fim de fevereiro do ano que vem. É esperado que o futuro ministro venha ao encontro de um grupo maior de empresários para apresentar a visão do governo sobre temas econômicos e responder a perguntas

Participaram da reunião de ontem, além de Pipponzi, os presidentes da Riachuelo, Flávio Rocha, da Livraria Cultura, Sérgio Herz, além de outros membros da liderança do IDV e de empresas como Walmart e Saint-Gobain.

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