Idade mínima para aposentadoria está nas mãos de Bolsonaro

Rodrigo Maia defende 65 anos para homens e mulheres pedirem o benefício no INSS. Guedes diz que caberá ao presidente decidir

Por MARTHA IMENES

Guedes: economia de R$ 1 tri
Guedes: economia de R$ 1 tri -

Rio - A aposta de que a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro vai contemplar a idade mínima de 57 anos e 62 anos para que mulheres e homens peçam o benefício no INSS vai ganhando força. Ontem, após reunião por mais de uma hora com o presidente da Câmara deputado Rodrigo Maia (DEM) para discutir a tramitação do texto na Casa, o super ministro da Economia, Paulo Guedes, contrariando o próprio Maia - que disse preferir a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres - afirmou que Bolsonaro tem defendido a idade mínima diferenciada e menor para mulheres pedirem o benefício no INSS.

"A posição do presidente Bolsonaro foi sempre que não, que as mulheres deveriam ficar com uma idade menor. Foi o que o general Mourão (vice-presidente, Hamilton) falou hoje: a palavra final é do presidente, que é ele quem assina a PEC", afirmou Guedes.

A ideia, segundo Guedes, é que a economia com a reforma chegue a pelo menos 1 R$ trilhão em 10 anos. Há simulações que é um trilhão em 15 anos também. "O importante é que ela tenha potência fiscal para resolver o problema", disse Guedes. Ainda segundo o ministro, há "duas ou três" versões para o projeto. Bolsonaro terá de definir qual será e os parâmetros como, por exemplo, a idade mínima.

Se a proposta tiver as idades que quer o presidente, segundo Guedes, a economia não chegará a R$ 1 trilhão. "Assim, o projeto favoreceria mais o governo atual porque posterga a aposentadoria de quem estava prestes a pedir, mas não seria uma reforma abrangente para o futuro", afirmou.

O ministro informou ainda que assim que o presidente voltar de São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia, o texto da proposta será entregue. "Temos duas ou três versões alternativas simuladas com os números. Ele chegando, a gente entrega. Ele bate o martelo e a coisa vai para o Congresso", disse.

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