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Idade mínima e desindexação precisam ser tratados na reforma, diz Nelson Jobim

Ex-ministro citou ainda a questão dos Estados, sugerindo que uma fórmula seja encontrada para levar a reforma aos entes federados

Por ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim -

Brasília - A reforma da Previdência tem pontos que precisam ser abordados e que vão além da simples necessidade de aprová-la, comentou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça, Nelson Jobim, durante o CEO Conference Brasil 2019, promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

"O que significa 'que precisamos aprovar a reforma da previdência?' Isso indica potência fiscal da reforma, ou seja, o que vai se economizar em 10 anos, uma economia de mais de R$ 1 trilhão, esta seria a necessidade do País", comentou ele.

Jobim disse que é preciso abordar os detalhamentos da reforma, citando o limite de idade, que tende a influenciar a idade de transição e a desindexação por meio da desvinculação do benefício previdenciário do salário mínimo. "Sem a desindexação, não se pode elevar o salário mínimo, ou seja, quem vai pagar o preço da indexação é o trabalhador ativo", comentou.

O ex-ministro citou ainda a questão dos Estados, sugerindo que uma fórmula seja encontrada para levar a reforma aos entes federados.

Jobim comentou ainda que não adianta criticar os poderes, mas ter uma estratégia para o fato. "Não se pode construir o futuro retaliando o passado e os atores do presente. Esses são os atores e precisamos ter estratégia com os atores que temos. Dessa forma estamos nos eximindo das responsabilidades", pontuou

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