Estado do Rio registra aumento de vagas de empregos em junho

Foram abertas 2,3 mil oportunidades no mês passado, segundo pesquisa do Caged

Por Larissa Esposito*

Demissões frequentes foram registrados no comércio e na indústria de transformação no Rio de Janeiro
Demissões frequentes foram registrados no comércio e na indústria de transformação no Rio de Janeiro -
Rio - A economia do Estado do Rio de Janeiro voltou a dar uma respirada e registrou crescimento na geração de oportunidades de empregos com carteira assinada. No último mês de junho, 2.341 pessoas foram contratadas, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número reflete uma melhora, já que no mesmo período do ano passado houve registrou de queda de 2.519 vagas.
Em 2019, os saldos foram positivos no estado para os setores de extração mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, serviços, administração pública e agropecuária. Já no comércio, o resultado foi negativo: 1.134 baixas, segundo a pesquisa.
O Caged analisou a diferença entre contratações e demissões de empregos formais. Em todo o país, o total foi superior a 48,4 mil admissões no último mês. É o melhor resultado desde o mesmo período de 2013, que registrou a abertura de 123,8mil postos de trabalho. Com o balanço de junho, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 38,8 milhões, maior do que o de 2018 (38.2 milhões).
Em relação as outras regiões, o Sudeste contratou 31 mil pessoas. Já os setores de serviços, agropecuária e construção civil se destacaram no levantamento. Empregaram 23 mil, 22,7 mil e 13,1 mil, respectivamente. Já a indústria da transformação e o comércio demitiram mais do que contrataram. Juntos, resultaram em 14 mil desligamentos.
Segundo Matheus Stivali, subsecretário de Políticas Públicas e Relações de Trabalho do Ministério da Economia, a queda no comércio é consequência da economia nacional."A explicação é o desempenho fraco da economia. O comércio emprega pessoas de qualificação média e é onde mais a crise é sentida", disse.
*Estagiária sob supervisão de Max Leone.
 

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