INSS: sai calendário de pagamentos de 2020

A partir de 1º de janeiro o piso nacional deve ficar em R$ 1.031. Projeto do Orçamento deve ser votado nesta terça-feira

Por MARTHA IMENES

No Brasil, 34 milhões de pessoas recebem benefícios previdenciários vinculados à correção do salário mínimo
No Brasil, 34 milhões de pessoas recebem benefícios previdenciários vinculados à correção do salário mínimo -
Os mais de 34 milhões de segurados da Previdência Social já podem consultar as datas de pagamento de benefícios de 2020. O novo calendário foi divulgado pelo INSS nesta segunda-feira. Os depósitos seguem o mesmo molde de anos anteriores. Os segurados que ganham até o piso previdenciário, que corresponde a um salário mínimo, hoje R$ 998, começam a receber nos últimos cinco dias úteis do mês. E, nos primeiros cinco dias úteis do mês que se inicia, começa o pagamento para quem recebe acima do piso. Quando a data cair em feriados ou fins de semana, o depósito do benefício é transferido para o dia útil seguinte.

Em janeiro de 2020, quando é pago o benefício de dezembro, a folha começará a ser paga no dia 20 de dezembro deste ano, para quem ganha até um salário mínimo, e será finalizada em 8 de janeiro. Para saber o dia de pagamento, os beneficiários devem observar o último número do seu cartão de benefício, sem o dígito.

Na folha de janeiro, por exemplo, o pagamento deve ser feito entre o dia 27 de janeiro e 7 de fevereiro para quem ganha o piso. Quem recebe mais que o mínimo recebe a partir de 3 de fevereiro. Além do valor do benefício, a data de pagamento depende do número final do cartão do segurado, sem o dígito que aparece após o traço.

Benefício atualizado
Os valores das aposentadorias sofrerão reajuste em 2019. O salário mínimo deve chegar aos R$ 1.031, segundo as projeções do governo no projeto de Lei Orçamentária Anual, que deve ser votado nesta terça-feira. Porém, o valor pode ser menor ou maior que o estimado no orçamento a depender da inflação.

O piso será atualizado em 1º de janeiro. Este ano não haverá reajuste real, já que não foi aprovada política de valorização no mínimo. Até este ano, o mínimo levava em conta, além da inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Com isso, o reajuste de quem ganha além do piso deve levar em conta apenas o INPC. Até novembro, o índice acumula alta de 3,37%.
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