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Para zerar a fila o governo Bolsonaro chamou militares da reserva, aposentados do INSS, além de servidores do Serpro, para dar conta dos pedidos que estão com atraso. Hoje essa demora chega a, pelo menos, nove meses no Rio de Janeiro.

Do total de pedidos, 74% são de aposentadorias, com 1,4 milhão de requerimentos. O restante são requisições de Benefício de Prestação Continuada (BPC) - pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda -, auxílio-doença, salário-maternidade, entre outros.

Segundo o governo, os atrasos se dão por conta do sistema que precisa ser atualizado devido à mudanças promovidas pela Reforma da Previdência, em vigor desde 12 de novembro. Mas especialistas em Direito Previdenciário ouvidos por O DIA, discordam dessa justificativa.

"O atraso nas análises dos benefícios não é um problema de hoje, mas já se arrasta há mais de dois anos. O descaso e a falta de compromisso com os beneficiários da Previdência Social é incompreensível. Deixar pessoas humildes que precisam do benefício para suas necessidades mais básicas é desumano. Medidas urgentes precisam ser tomadas", adverte Adriane Bramante.

 

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