Desemprego registra queda na terceira semana de setembro, aponta IBGE

Houve redução de mais de 200 mil brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho

Por Marina Cardoso

Rio, 09/01/2020 - Fila para oportunidade de empregos. Engenho de Dentro. zona norte do Rio. Na foto, Rodolfo Neves. Foto: Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Rio, 09/01/2020 - Fila para oportunidade de empregos. Engenho de Dentro. zona norte do Rio. Na foto, Rodolfo Neves. Foto: Ricardo Cassiano/Agencia O Dia -
Brasil - Ainda diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus (covid-19), o número de desempregados teve uma leve redução e, por isso, a taxa de desocupação voltou a cair. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira da Pnad Covid Semanal, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da segunda para terceira semana do mês de setembro, entre os dias 13 e 19, houve uma queda de mais de 200 mil brasileiros em busca de uma oportunidade de trabalho. 
Para o IBGE, essa queda é considerada uma estabilidade em comparação com a semana anterior. Ao todo, o país encerrou a terceira semana de setembro com uma população desocupada de 13,3 milhões de pessoas, já a taxa de desocupação ficou em 13,7%. 
Em comparação com a semana anterior, o número de brasileiros sem trabalho era de 13,5 milhões e a taxa de desocupação ficou em 14,1%. 
"Os resultados desta semana de 13 a 19 de setembro mostram um aumento significativo do nível da ocupação. Esse nível aumenta em função de variações positivas sucessivas nas últimas quatro semanas da população ocupada, junto com uma estabilidade da população na força de trabalho", explica Maria Lúcia Vieira, coordenadora da pesquisa - Pnad Covi-19.
Em relação a população ocupada no mercado de trabalho, a Pnad Covid-19 estimou que houve um aumento de cerca de um milhão de pessoas no mesmo período. Isso porque ela passou de 82,6 milhões de pessoas para 83,7 milhões. Em comparação a semana de 3 a 9 de maio, ainda está abaixo pois naquele período era de 83,9 milhões de pessoas. 
Já o nível de ocupação passou de 48,4% para 49,1%. De acordo com Maria Lúcia, é a primeira vez na série histórica da pesquisa que a taxa teve um aumento significativo. 
No caso dos trabalhadores informais também houve queda. A taxa de informalidade caiu de 34,3% para 33,6%. Por isso, o Brasil fechou a terceira semana do mês de setembro com cerca de 28,1 milhões de trabalhadores informais. 
Afastamento do trabalho 
Cerca de 2,8 milhões (ou 3,4% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (3,0 milhões ou 3,7%) e caiu frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).
Dados do IBGE mostram que cerca de 15,4 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 20,9% das pessoas fora da força. Esse contingente caiu em relação à semana anterior, mas houve estabilidade em termos percentuais (16,3 milhões ou 21,8%). Na comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%), houve queda nos dois indicadores.

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