Mato Grosso, Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins são os maiores produtores de arroz do país - Reprodução de Internet
Mato Grosso, Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins são os maiores produtores de arroz do paísReprodução de Internet
Por Maria Clara Matturo*
Rio - Com o quilo do arroz passando dos oito reais em alguns mercados, variando de acordo com a marca e o tipo do cereal, o presidente Jair Bolsonaro ouviu de um apoiador um pedido para abaixar o preço do alimento, mas questionou: "tu quer que eu abaixe na canetada?". Apesar do episódio ter acontecido no último domingo, o aumento no preço dos alimentos não é novidade para ninguém. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a inflação sobre esses produtos, chegou a 0,94% no mês de outubro, sua maior alta para o período desde 1995. Entenda por quê o preço do arroz subiu e qual é a previsão do valor para os próximos meses. 
O aumento do preço é fruto de alguns fatores, como a desvalorização da moeda brasileira e o aumento do consumo. "O arroz é um produto que tem uma padronização internacional, a desvalorização do real em relação ao dólar favorece as exportações, então nós temos boa parte da produção brasileira que prefere exportar do que vender no mercado interno. Além do aumento de consumo externo, estamos vivendo o aumento de consumo dos alimentos internamente, por conta da ajuda do auxílio emergencial, sobretudo o arroz que é a base do prato brasileiro", explicou o economista Gilberto Braga. 
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A queda na produção do alimento também é um fator influente, como explica o especialista: "a área plantada do arroz também caiu em torno de 15% e a produção caiu cerca de 19%, por conta do clima que afetou algumas regiões, se a gente considerar dez anos atrás, a plantação caiu 80%. Atualmente o Brasil produz 20% da quantidade de arroz que produzia em 2010". 
O que esperar?
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Para o próximo ano, é possível que aconteça uma queda nos preços. "É provável que com o aumento desse preço, em 2021 a gente tenha um aumento da área plantada e da oferta, então a médio e longo prazo a gente pode esperar uma diminuição dos preços. A curto prazo também existe uma tendência de que os preços se estabilizem, eles já estão dando esses sinais de uma pequena queda em outubro, por conta da diminuição do auxílio emergencial para R$ 300", finalizou o economista. 
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes